Aos trancos e barrancos, equipe segue viva



A primeira vitória do São Paulo sob o comando de Doriva apresentou um time mais solto ofensivamente em relação aos primeiros duelos muito graças à entrada de Alan Kardec na vaga de Luis Fabiano.

Frio para finalizar e inteligente taticamente, o camisa 14 uniu as duas características para abrir o caminho para a vitória: a excelente movimentação sem bola facilitou o trabalho de Ganso, que deu passe açucarado para a finalização. Gol de quem não pode mais sair do time.

Ressalte-se também a grande fase de Thiago Mendes e Rodrigo Caio; o primeiro se multiplica em campo e ainda aparece como elemento surpresa, já o defensor tem mantido no meio o alto nível das atuações que vinha tendo como zagueiro.

E por falar em zaga, eis aí o gigantesco calcanhar de Aquiles do Tricolor. Não fossem duas defesas providenciais de Rogério e o Coritiba teria saído na frente no marcador. Luiz Eduardo mais uma vez enfileirou erros (alguns grotescos, como a perda de bola para Kleber, que saiu na cara do gol) e não inspira confiança.

Quem também destoou foi Michel Bastos, mais uma vez em tarde sofrível. Incrível como o jogador vigoroso do ano passado se transformou numa caricatura cansada, lenta e burocrática em 2015.

A vitória não pode esconder que o São Paulo não inspira confiança. É verdade que Pato perdeu um gol incrível que poderia ter diminuído o sufoco, mas coletivamente as ideias de Doriva ainda não surtiram efeito (e o técnico fez questão de sepultar os bons pilares deixados por Osorio). Quem sabe a primeira vitória dê mais confiança ao treinador.



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