A crise política e o legado de Osorio



A última terça-feira foi marcada por mais um ápice da crise política do São Paulo, com brigas e demissões na diretoria, e pelo fim da Era Osorio no clube. Veja a opinião dos setoristas do LANCE! sobre os episódios e um resumo do momento do Tricolor.

Hora de pensar no São Paulo, por Marcio Porto
Um ano e seis meses após assumir o São Paulo, Carlos Miguel Aidar já não tem mais condições de fazer uma gestão que não seja danosa ao clube. Pode até ganhar títulos, renegociar dívidas, conseguir um patrocínio master. Mas com que clima tomará decisões e emplacará assuntos no Conselho após ser agredido por uma das figuras mais importantes do clube politicamente? Não há ambiente que resista a tantas polêmicas. Se Aidar colocar o bem do São Paulo acima do seu, só há uma coisa a ser feita. E ele sabe.

Osorio e um outro futebol, por Bruno Grossi
A impressão que fica de Juan Carlos Osorio é que o futebol anda sendo trabalhado e discutido de formas muito simplórias no Brasil. O colombiano quis e foi além nos 120 dias em que esteve aqui. Seja contrariando discursos vazios ou apresentando a todos que ainda é possível jogar futebol com qualidade. A diferença é que Osorio sabe que talento não basta, não sobrevive sem trabalho. Adoramos lembrar que o 7 a 1 foi pouco, mas seguimos imersos na teoria rasa de que “quem é penta somos nós, ele que se adapte”.

O JOGO POLÍTICO

PRESIDENTE
Mais pressionado, tenta reformular a diretoria para estancar a crise. Terá dificuldade no Conselho, que já coletou 67 assinatura em uma moção de descontentamento, segundo a oposição. Acusações acumuladas criam clima de instabilidade.

VICES
Após a exoneração de Ataíde, os demais colocaram os cargos à disposição. No entanto, nenhum deles retirou apoio a Carlos Miguel Aidar. Até admitem voltar em outras funções. Não há definição de quem ficará com qual cargo a partir de agora.

DIRETORES
Rubens Moreno, de futebol, e Manuel Moreira, do social, pediram demissão, assim como o adjunto Rafael Palmas. Já Vinicius Pinotti, diretor de marketing que bancou a vinda de Centurión, colocou o cargo à disposição. Não disseram se retiraram o apoio à situação.

TÉCNICO
Caso seja contratado um substituto imediato para Osorio, ele chegará sob um cenário muito negativo, tendo que administrar influências e sem a proteção de Ataíde, que blindava o CT. O auxiliar Milton Cruz pode assumir o time.

FUNCIONÁRIOS
A crise ainda pode respingar sobre os profissionais contratados. No CT da Barra Funda, após a saída de Ataíde e Osorio, clima é de instabilidade com insegura gestão Aidar. Ele á disse que o clube pode ser gerido por 90 pessoas, não 900.



  • LEÃO SOBERANO

    Com as kagadas que o Aidar está cometendo, ele não vai conseguir renegociar as dívidas tricolores, não vai conseguir patrocínio master na camisa do tricolor, não vai conseguir título nenhum e não vai terminar seu mandato, hahahahahahahaha…….!!!!!!?????

    • Paulo

      OU seja, fica como está !!

  • Rubens

    Não tem mas clima para esse senhor esta na presidência, não tem credibilidade no mercado, que banco vai renegociar com um cara que só é incerteza, pessoa bipolar, que empresa vai patrocinar um clube que seu maior patrimônio esta sendo jogado de lado .??
    Fora Aidar já acabo suas trapalhadas.

    • Ivan Moysés

      Indrusmentidade não tem no tricolor,não ! Não somos piancebólos ! Faça-me o favor !

    • Anselmo

      “… isso mostra o tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que a cada ano se apequena…”

  • Ivan Moysés

    Bambis, isso é culpá ! Culpááaá ! Repete comigo; Aaaaaa !!! Aaaaa !!!! é culpa do M1CO Roberto Ceni que não impediu a saída do Thiago Osorio da comissão física do Santos !

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