Um tropeço que pode ser positivo



Sim, o título acima soa muito incoerente. Mas, sim, o empate sem gols com a Chapecoense pode trazer alguns benefícios para o São Paulo nesta reta final de temporada, principalmente para um time de emocional esfarrapado em 2015.

Até aqui no ano, os são-paulinos “acostumaram-se” com cenários catastróficos. Quando o time é derrotado, perde feio, jogando mal ou com falhas decisivas. Para dar ares novelescos e de tragédia, os tropeços costumavam ser acompanhados por vendas de jogadores, suspensões, lesões, interesse da seleção mexicana em Juan Carlos Osorio… Enfim, o clube do Morumbi parecia incorporar a máxima popular de que “desgraça pouca é bobagem”.

Diante da Chape, o Tricolor de Osorio teve sua pior atuação coletiva – contra o Goiás, os erros individuais acabaram pesando mais. O “problema” é que os 90 minutos de marasmo no Morumbi, somados à derrota do Flamengo para o Coritiba, levaram os paulistas para o G4, mesmo sendo o paciente mais acometido pelos males da temida irregularidade neste Brasileirão.

Para entender como um empate em casa pode trazer benefícios, basta tomar o líder Corinthians como exemplo. É consenso, tanto quanto dizer que o trabalho de Tite é exemplar, que os alvinegros contaram com a sorte para solidificar a liderança. Foi assim com vitórias magras, com gols de bolas desviadas ou com Cássio como grande personagem. Ou ainda o empate com o próprio São Paulo no Morumbi, quando foi bombardeado e escapou de um pênalti não marcado nos acréscimos.

Com essa pitada se sorte, os comandados de Osorio podem perceber que ainda há esperança, podem ganhar uma injeção de fé por dias melhores. O problema, este sem aspas, é que fazer qualquer projeção para o São Paulo em 2015 parece impossível. Como disse um colega jornalista: talvez não haja time mais imprevisível no mundo.



  • Everton Tricolor

    A maioria das derrotas no futebol ou na vida não são por motivos emocionais ou de vontade…. são por motivos técnicos.

    O São Paulo que jogou contra a Chapecoense falhou por motivos técnicos. Jogar com 2 volantes e 2 atacantes plantados(Luis Fabiano e Pato) limitou o time.

    Contra o Inter, o São Paulo jogou com 3 atacantes leves e somente 1 volante. O time ficou leve com essa escalação, venceu e convenceu.

    Contra o Grêmio, Breno que tem ótima saída de bola, foi um dos volantes e o time jogou com 3 meias. O time ficou leve nessa formação, venceu convenceu.

    E o Tite no Corinthians, quase sempre escala um volante que sabe sair jogando e um atacante mais rápido que vem buscar jogo. Isso deixa o time dele leve em alguns momentos e isso decide jogos.

    Tudo se resume as questões técnicas.

    Infelizmente desde crianças somos ensinados a ver as coisas de forma supersticiosa, acreditar em sorte ou azar ou achar que o emocional é decisivo pra tudo.

    Quem não se apega a a detalhes técnicos, nunca irá conseguir resultados brilhantes em qualquer área da vida.

    Infelizmente no futebol e na vida a maioria das pessoas focam em raça, emocional, pose e deixam a técnica em segundo plano. Isso é um erro fatal.

  • Ivan Moysés

    Mas também vocês fritam a carne e depois jogam o queijo ,pondo o guaraná pra gelar ! Não adianta reeleger não meu amigo ! Roberto Ceni é o maior responsável por isso !

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