LANCE! opina sobre a postura de Osorio



Um discurso arriscado, uma linha tênue
Bruno Grossi, repórter

“Projetar os efeitos de atos e declarações de um técnico, como aconteceu nos últimos dias com Juan Carlos Osorio, é um dos hobbies favoritos de nós jornalistas. E enquanto existem os apocalípticos, que acreditam em erro fatal do treinador ao criticar os jogadores publicamente, prefiro aderir a um viés mais integrado, a outra categoria apresentada pelo filósofo e semiólogo italiano Umberto Eco em análise dos meios de comunicação.

É claro que a linha é tênue, que o caminho é frágil e o discurso é arriscado. Mas creio que a intenção de Osorio ao se expressar contra a “falta de jogadores de qualidade” não é necessariamente um ataque aos atletas que tem à disposição. A estratégia do treinador, fã convicto de obras de auto-ajuda e sobre liderança, parece mais disposto a atingir os dirigentes. Afinal, quem enfraqueceu o elenco foram eles.

Para reforçar a ideia de que Osorio não busca atacar seus comandados basta encarar os fatos. Há três meses, quando Souza não podia jogar, Thiago Mendes era opção depois de Hudson… Hoje, quem sobrou é a única solução”.


Osorio não quer falar. Fala mais, Osorio!

Marcio Porto, repórter

“Juan Carlos Osorio não quis responder em entrevista coletiva ontem como achava que o futebol brasileiro reagia a críticas. Disse estar mais preocupado com a saúde do filho mais novo, de 12 anos, que acaba de fraturar um braço. Faz bem. É um lorde. Então deixa que eu respondo. Reage mal, muito mal, Osorio!

Primeiro que por aqui qualquer crítica é encarada como o fim do mundo. O que era para gerar um ótimo exercício de reflexão e aprendizagem, sobretudo diante de questionamentos construtivos como os do técnico, acaba sendo encarado como rebelia, dano ao bom ambiente. Mas que bom ambiente é esse que não permite críticas construtivas, respeitosas, cara pálida?

O “mal” visto na honestidade de Osorio parece que reside na falta de honestidade de quem o critica. O colombiano, hoje, é um dos únicos profissionais do clube que externa o que pensa sem medo de lidar com as consequências. Porque parece agir sempre de acordo com princípios, valores, e quando isso acontece o desvio de conduta é muito mais raro.

Osorio não é Deus. Mas no futebol brasileiro que não aceita críticas, fica o pedido: fala mais, Osorio!”



  • LEÃO SOBERANO

    Eu vi uma parte da entrevista do Osório; ele jamais falou textualmente, na lata, que falta qualidade técnica aos jogadores do Tricolor; ele falou que contra o Santos é inadmissível jogadores errarem dez passes seguidos; nesse jogo Ganso e Pato erraram todos os passes e perderam todas as bolas, e eles tem qualidade técnica. O que falta no tricolor é raça; é vergonha na cara quando a derrota vem. O meu diagnóstico é que os jogadores dominam todo o departamento de futebol. O Aidar fala que manda mas não manda porra nenhuma; a função dele é meramente burocrática de assinar os cheques e ordens de pagamentos. Fazendo um paralelo meio esdrúxulo, digamos que os jogadores são os bandidos ligados ao PCC e a diretoria tricolor é o governo estadual. Nos presídios quem manda é o PCC; o governo estadual se curva as exigências da facção e passa uma falsa sensação de comando. Para quebrar essa paradigma, mudança radical na gestão tricolor. Para o Tricolor voltar aos trilhos essa máxima deverá ser seguida: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”……..!!!!!!!!??????

  • Luiz Ferreira

    preste a tenção quando o Osorio ponhe o time certo em campo é vitória quase garantida como foi ontem contra o vasco!!

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