Aidar e a profecia de ‘hablar’ na Libertadores



A gestão e os atos de Carlos Miguel Aidar são recheados de problemas, polêmicas e vacilos, mas o presidente do São Paulo pode orgulhar-se de uma profecia-clichê que fez no início do mês de fevereiro após a vitória suada por 2 a 1 contra o Danubio (URU) em Montevidéu.

Ali, enquanto apresentava o argentino Centurión ao lado do investidor Vinicius Pinotti, comemorou o fato de ter na Libertadores alguém que pudesse “hablar” dentro de campo no torneio.

Ricky, como ficou conhecido nos tempos de Racing (ARG) e prefere ser chamado pelos amigos, está longe de ter engrenado com a camisa do Tricolor. Marcou na estreia contra o Bragantino, agradou em derrota para o Corinthians no Paulistão e, desde então, passou a ser mero figurante em um elenco questionado.

Quando Milton Cruz chamou Paulo Miranda para sair e lançar Centurión, a mudança parecia equivocada. Hudson estava bem no meio, assim como Paulo na lateral. O problema era Souza, que errava muito, mas continuou até o fim do jogo pelo suor.

A discussão sobre a mexida de Milton, no entanto, fica num passado distante. De outros tempos, melhor ressaltar a profética frase de Aidar. Era preciso “hablar” e Centurión fez mais. O gringo provocou os gritos de gol mais altos do ano.

A cumbia ensaiada – e mal anulada – contra o San Lorenzo (ARG) no Morumbi agora deslanchou em terras uruguaias. O Ricky “Maravilla” dos argentinos, que decidiu o campeonato local a favor do Racing em 2014 de cabeça, usou a mesma testa iluminada para coroar a atuação valente de Michel Bastos.

O camisa 7 chegou a oito assistências e, ao lado de Pato, que chegou a 11 gols, dão fôlego, vida e suporte para que Centurión seja uma arma mais presente na Libertadores. É nesse trio que mora a esperança em dias em que até Rogério Ceni erra feio e o futebol precisa falar outra língua, de raça e sorte.



  • Esse Pretorían deu foi sorte no Argentinos Jrs.Lá o futebol é mais garrafa de agua e cheia,hein ! Só digo uma coisa;Eles estão lá,eles estão todos lá !

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