Sobrou vontade, faltou arrumação



Desde o começo da preparação para enfrentar o Coritiba, Muricy Ramalho já dizia que o Coxa jogava muito fechado e que a marcação dificultava a infiltração do ataque pelo meio.

Pensando nisso e insatisfeito com o rendimento de Ganso, Muricy optou por sacar o meia do time. A opção do treinador era jogar mais aberto pelos lados, com Osvaldo e Pabon, ora pela esquerda, ora pela direita. E o começo do jogo foi exatamente como Muricy queria. Em um esquema 4-2-3-1, inicialmente, o time criava pelas laterais.

Apesar de Pato estar com a função de armador, ele não mantinha a posição fixa. Articulava muito bem o meio de campo, mas também ficava próximo de Fabuloso. Porém, faltou profundidade ao time, que até aos 20 minutos não havia levado perigo ao rival. Osvaldo até tentava.

Até que, aos 21, o gol tricolor saiu. Não foi com a bola rolando, mas foi em uma jogada bastante treinada por Muricy Ramalho. Em cobrança de escanteio, Pabon levantou a bola na área. Após desvio, ela sobrou para Pato, que bem posicionado, fez seu segundo gol com a camisa tricolor e seu décimo no Pacaembu.

Apesar do gol feito, um detalhe muito importante foi esquecido: a marcação tricolor. O setor que que carece de reforços falhou nos dois gols tomados no último sábado, no Pacaembu.

Muricy não gostou do time no segundo tempo e mexeu. Pabon desperdiçou chances inacreditáveis e foi substituído. A torcida pediu, Ganso entrou e brilhou. O Maestro deu um lindo lançamento para Ademilson, que garantiu o empate. O São Paulo continua invicto, mas ainda precisa melhorar o setor defensivo. Além disso, precisa de padrão de jogo. Empates não garantem título de Campeonato Brasileiro.

Por Daniela Caravaggi



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