Completamente estáticos



Todos os elogios feitos ao São Paulo pelas boas atuações frente a CSA e Botafogo não foram vistos no gramado do estádio Rei Pelé. Nem aplicação tática, nem marcação sob pressão, nem movimentação intensa. Obedientes nos dois últimos jogos, os tricolores nada fizeram em Maceió.

Nos primeiros minutos, Alexandre Pato e Paulo Henrique Ganso ensaiaram o rodízio na linha do meio de campo, com Boschilia mais preso ao lado esquerdo. Os três volantes do CRB não davam espaços.

Luis Fabiano fez falta para prender os zagueiros, e seria leviano criticar Ademilson depois da pintura de bicicleta. Mas o garoto saiu demais da área e facilitou para a dupla de zaga alagoana. O atacante tem por característica cair mais pelos lados e o desempenho da última quarta-feira dará razões para Muricy Ramalho cobrar um reserva para Fabuloso novamente.

Se poderia corrigir os defeitos para o segundo tempo, Muricy foi prejudicado pela expulsão exagerada de Rodrigo Caio. O técnico, entretanto, tem parcela de culpa pelo tropeço.

Saiu Boschilia para a entrada de Pabon. Ganso para Paulo Miranda recompor a zaga. Pato por Osvaldo. O time ficou acéfalo no momento em que precisava ter mais consciência. Os lados ficaram povoados. O meio, um descampado.

Para encerrar um dos piores jogos do ano, a defesa voltou a vacilar. Aos 37 minutos, Paulo Miranda se mostrou atento à bola, mas deixou Diego Rosa livre para marcar. Um banho de água fria depois de duas grandes atuações. Ao menos, há tempo para corrigir os erros.



MaisRecentes

‘Hudson é um bad boy elegante’



Continue Lendo

Quando se faz jus ao termo trabalho



Continue Lendo

São Paulo e as expulsões a base de anti-inflamatório



Continue Lendo