‘Mesma base, mas poderio ofensivo melhor’, diz repórter chileno sobre a Católica atual



“A Universidad Católica de hoje está mais preparada que a do ano passado”, diz o repórter chileno da GOL TV (canal por assinatura que transmite futebol para a América Latina), Enzo Olivera.

Conversei nesta quarta-feira pela manhã com Enzo, que me falou a respeito da boa campanha dos Cruzados no torneio nacional, do poderio ofensivo da equipe e a pressão sobre o técnico uruguaio Martín Lasarte. Confira o papo com o jornalista:

P: A Católica de hoje é melhor que a do ano passado?
R: É praticamente a mesma. Porém, neste momento, a Católica chega em um bom momento para enfrentar o São Paulo, porque no plano local está muito melhor. Ano passado estava muito mal no Campeonato Chileno e sequer chegou à zona de playoffs… Foi eliminado da zona de playoff, também na Copa do Chile e jogou muito mal a Sul-Americana contra o São Paulo. Tem a mesma base, com o goleiro Toselli, o zagueiro Alvarez, Parot pela lateral esquerda, Tomás Costa… Somaram-se o Isamel Sosa e há Nicolás Castillo, dois grandes goleadores. É a mesma base, mas com um poder ofensivo melhor.

P: Então a grande melhora e diferença mesmo é na parte ofensiva?
R: Sim, essa Católica é muito mais ofensiva que a outra. A de 2012 jogava muito bem, tinha bom toque, bons meias. Mas não tinha gols como hoje. É o time mais goleador do torneio chileno (20 gols em oito rodadas), e a equipe que menos sofreu gols (sete, três a mais que o Cobreloa na verdade) no campeonato. A confiança é maior e chega melhor que no ano passado, mais preparados.

P: Por que no Nacional a equipe joga melhor fora que dentro de casa? (Fora tem três vitórias em três jogos, enquanto em casa tem dois triunfos, dois empates e uma derrota.)
R: A Católica, historicamente, tem dificuldades de jogar como local. Sempre teve problemas. Não sei porque, é histórico, sente a pressão diante de seus torcedores e, quando sai, parece se sentir mais cômodo. Sai e consegue resultados maiores. É engraçado, mas é fato.

P: Jogar a volta em Santiago desta vez pode ser uma vantagem?
R: Creio que não, nenhum tipo de vantagem. Será um jogo muito difícil para a Católica.

P: Apesar da boa campanha atual no Chileno, o time chega de alguma forma pressionado pelas seguidas eliminações nos últimos tempos?
R: Essa partida é muito importante para o técnico Martín Lasarte. No Chileno, está a um ponto do Cobreloa. Na última temporada, não conseguiu se sagrar campeão de nada. No Apertura perdeu por diferença de gols do Union Española, imagine. Na Copa Chile perdeu para La U. Na Sul-Americana passada perdeu para o São Paulo. Há uma pressão em cima do treinador. Quer voltar a Santiago com o duelo aberto ainda. Voltar com um 3 a 0, 4 a 0 seria um golpe muito duro para a comissão técnica do uruguaio. A equipe, apesar de jogar bem, não tem ganhado nada. Faz tempo que não é campeã. O último título foi em 2010, depois disso nada. E esse é um tempo importante por aqui, porque gastaram muito.



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