Aloísio supera, Osvaldo faz sonhar



Foi com um espírito completamente diferente e uma disciplina tática que até então não se via no São Paulo de 2013 que os comandados de Ney Franco conquistaram de forma heroica, nesta quarta, a classificação às oitavas de final da Libertadores. Foi um São Paulo que superou os próprios obstáculos, e teve na figura de Aloísio, substituto de Luis Fabiano, a ilustração da superação.

Aloísio está longe de ter a técnica de Luis Fabiano, Fred, Alexandre Pato. Para piorar, jogou entre dois gigantes: Réver e Leonardo Silva. Mas se em muitas vezes a raça supera a técnica, na Libertadores a inversão de valores é ainda mais frequente. Nesta quarta, Aloísio comprovou. Subiu ao campo puxando a fila são-paulina, mostrou a garra necessária para a torcida e para a classificação, e sofreu o pênalti convertido por Rogério Ceni.

A preparação do São Paulo para enfrentar esse Galo se viu nos mínimos detalhes. Rogério Ceni procurou quase sempre Lúcio ou Toloi, para não colocar Aloísio em apuros ao lado dos gigantes na bola aérea. Sem Bernard e Diego Tardelli nas pontas, o São Paulo venceu. Soltou Carleto, fechou bem a marcação em Ronaldinho, e amenizou o perigo.

Osvaldo confirma-se como um jogador muito acima da média, e que não some da decisão. Ontem, deixou atleticanos para trás, explorou os espaços às costas de Serginho e Marcos Rocha, e transformou a noite de Richarlyson em pesadelo na etapa final, quando inverteu. Nisso, ainda deu o lindo passe que acabou em pênalti, e a assistência para Ademilson. Vitória da raça, mas com muita técnica. O São Paulo vai às oitavas tendo jogado muito melhor.



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