Papa é motivo de orgulho após Maradona e Messi, e vira contraponto a Cristina Kirchner na Argentina



Estava em um táxi com outros colegas da imprensa brasileira, que seguia de Buenos Aires para Sarandí, para o treino do São Paulo no Estádio Julio Grondona, quando foi anunciado numa rádio local que o novo papa era o argentino Jorge Mario Bergoglio. A reação do motorista, Cayetano Francisco di Santo, foi como um gol da Argentina em uma final de Copa do Mundo.
Francisco, como gosta de ser chamado o motorista de táxi, e como se chamará o novo papa, concorda que nada vai melhorar no país com o fato do novo papa ter nascido no país. Mas vê a eleição como um novo título a se orgulhar. Para ele, até hoje o país só é conhecido por Diego Maradona e Lionel Messi, e que agora terá um novo nome conhecido mundialmente.
A outra parte da repercussão é política. A crise econômica e a consequente onda de desemprego na Argentina fizeram com que a rejeição à presidente Cristina Kirchner crescesse intensamente. Cristina, que, ultimamente, vinha dando pouquíssima atenção à questão religiosa, e que rejeitou aparecer em público ao lado de figuras como Bergoglio, que era conhecido pelo trabalho em Buenos Aires.
Agora, o papa Francisco aparece como um contraponto a Cristina. A figura rejeitada pela presidente que é responsabilizada por parte do povo por um dos piores momentos econômicos do país ganha um adversário impossível de ser vencido, e altamente carismático pelo título conquistado.


  • Joaquim Paulino Leite Neto

    A cristina kirchner, de fininho, deveria pedir para sair.

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