‘Superclásico’: conheça o histórico de Boca x River na Libertadores



(Foto: Alejandro Pagni)

O “superclásico” River x Boca / Boca x River do futebol argentino teve até o momento 248 capítulos oficiais reconhecidos pela AFA e Conmebol: o Boca ganhou 88, o River 82 e empataram em 78 oportunidades. “La Banda” manteve a superioridade até a década de 60, quando o Boca de Toto Lorenzo reverteu o recorde e permaneceu com a vantagem por mais de vinte anos. Mas nos anos 80, década de sua primeira Copa Libertadores, o River voltou a ser superior. Depois, de 1990 em diante, o Boca começou a sacar a diferencia até os seis jogos que há na atualidade.

A rivalidade mais importante e apaixonada do planeta futebol também é par em termos de títulos, estatísticas que o Boca aproveita, mas apenas com três diferenças: 68 a 65. Nos jogos Boca vs River / River vs Boca foram convertidos 632 gols, 326 para Boca e 306 para River. O artilheiro é Ángel Labruna (16), ídolo “millonário”, e do xeneize é Paulo Valentim, o brasileiro que com 10 gols em 7 jogos tem a melhor média de gols (1,43). Mostarza Merlo é a que mais jogou clássicos, com 40, enquanto Loco Gatti vem na sequência com 38 por ter vestido as duas camisas.

Além dos muitos números e jogadores que permaneceram na história, o Boca-River teve suas noites de máxima glória para ambos os lados, com voltas olímpicas diante do público rival: três em La Bombonera para o millonário (1942, 1955 e 1986) e duas para os xeneizes no Monumental (1931 e 1969). E as definições mano a mano: Boca foi campeão em uma ocasião, no nacional de 1976. River, por outro lado, se vingou e redobrou a aposta com Marcelo Gallardo: ficou com a Supercopa da Argentina em Mendoza e com a Copa Libertadores de Madrid.

A prévia das semifinais da Copa Libertadores abriu um debate sobre o estilo de jogo de River e Boca. A priori, pode-se afirmar que a equipe de Alfaro é a que se defende cada vez melhor, enquanto a equipe de Gallardo prioriza a busca ofensiva, mas os números nem sempre acompanham essa suposição.

Considerando as metas convertidas, sim. O Boca fez 17, um a mais que o Flamengo, dois a mais que o Grêmio e quatro a mais que o River (13). No entanto, o Fla é o time com mais chances (27), cinco a mais que o Boca, e tem o artilheiro máximo dos quatro semifinalistas: Gabigol, autor de cinco gols.

De qualquer forma, a equipe de Alfaro supera Gallardo por uma boa margem, com 15 gols e terceiro lugar em campo. Mesmo assim, Millo lidera o ranking do total de gols, com 173, muito mais do que as outras três equipes. Nos gols recebidos estão os dois rivais clássicos: ambos sofreram seis.

O poder do River, apesar do que pode ser estimado desde o início, reside na posse e pressão constante sobre o ataque que Gallardo busca. O Millo é o único com a bola dos quatro semifinalistas: com 61%, quase dez por cento a mais que o Boca, que marcha em quarto. Por sua vez, o time de Nuñez lidera as estatísticas de recuperações (690), um item no qual o xeneize também é o último (590).

 

HISTÓRICO DO SUPERCLÁSICO NA LIBERTADORES

  • Será a terceira vez que se enfrentarão numa semifinal (o Boca Juniors avançou na Libertadores de 2004 e o River Plate saiu com vantagem na Sul-Americana de 2014)
  • Na semifinal de 2004 o Boca avançou nos pênaltis, no jogo de ida dessa série Marcelo Gallardo foi expulso
  • Na semifinal de 2014, o River avançou com 1 a 0 no placar geral, com gol de Leonardo Pisculichi, Gallardo foi o treinador
  •  O primeiro duelo da Libertadores entre ambas equipes foi em 1966 (River 2-1 com gols de Sarnari, Bayo e Rojas)

 

HISTÓRICO DO RIVER PLATE NA ATUAL LIBERTADORES

  • Não perde um jogo de Libertadores desde outubro de 2018 (1 a 0 contra o Grêmio na primeira partida das semifinais) desde então, conquistou cinco vitórias e oito empates
  • É o único time que não perdeu no torneio (três empates, sete vitórias e zero derrotas)
  • Só permitiu um gol no segundo tempo (8 gols feitos e 1 gol sofrido)
  • Venceu apenas um de seus últimos cinco jogos (4 a 0 contra o Huracán) e no fim de semana conseguiu uma vitória por 2 a 0 sobre o Gimnasia
  • Não vence em casa desde 22 de agosto (2 a 0 contra Cerro Porteño) desde então acumula um empate e duas derrotas
  • Nacho Fernández marcou em quatro dos últimos sete jogos da equipe
  •  O River teve seis pênaltis à favor nesta Libertadores, o dobro de qualquer outro time. O Boca, apenas três
  • Nicolás de La Cruz é o jogador do River com mais chances criadas (64), faltas recebidas (70) e duelos individuais vencidos (280) entre todos os torneios disputados em 2019

 

HISTÓRICO DO BOCA JUNIORS NA ATUAL LIBERTADORES

  • Perdeu apenas dois de seus últimos vinte jogos na Libertadores (River Plate e Athletico Paranaense)
  • Treze de seus dezessete gols foram marcados no segundo tempo (13 gols feitos e 3 gols sofridos)
  • Tem doze jogos sem perder (oito vitórias) e no final de semana empatou por 1 a 1 contra o Newell’s
  • Não recebe gols desde 14 de agosto (1a 1 contra Almagro na Copa Argentina)
  • Fora de casa, tem seis jogos sem perder e sem receber gols (2 a 0 contra Tigre)
  • Seus últimos nove gols foram marcados por oito jogadores diferentes
  • Boca é quem marcou mais gols no segundo tempo (13) e nos 15 minutos finais (6)
  • Alexis Mac Allister participou de três gols em seus quatro jogos com o Boca na Libertadores
  • Tevez pode fazer história superando Guillermo Barros Schelotto no número de jogos disputados na Libertadores. Se jogar pelo menos um, alcançará 55 sobre 54 de Schelotto. E se jogar as duas semifinais e, eventualmente, o Boca vencer, ele também entra na final, alcançando Hugo Ibarra e Pato Abbondanzieri em 57

 

 



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