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Racing volta a conquistar Superliga depois de cinco anos



Racing é campeão com quatro pontos de vantagem sobre o Defensa y Justicia, e com o empate de ambos conquistou o nono título nacional (Foto: Divulgação)

O Racing voltou a se posicionar no lugar mais alto do futebol argentino. A equipe de Coudet não cedeu na etapa final da Superliga e se consagrou campeã faltando somente uma rodada para o fim do torneio. O empate como visitante por 1 a 1 contra o Tigre garantiu o nono título da Academia.

O time de Avellaneda alcançou os 56 pontos, quatro de vantagem sobre o Defensa y Justicia, que também empatou por 1 a 1 com o Unión de Santa Fé. Esta é a nona conquista nacional do Racing, a última foi em 2014 sobre o comando de Diego Cocca. Lisandro López, destaque da equipe, é o artilheiro da competição com 17 gols, cinco a mais que Emmanuel Gigliotti, que foi transferido ao futebol mexicano no início de 2019.

– Este Racing joga muito diferente, é mais vistoso. Em 2014 tínhamos um jogo mais defensivo, com qual estávamos identificados. Este Racing busca o jogo. Cada um com o seu estilo deixou uma marca – disse Nicolás Sánchez, defensor do clube no último título nacional.

Quatro anos, três meses e dezessete dias se passaram para que os torcedores do Racing pudessem comemorar mais uma volta olímpica na Superliga. Foram duzentos e dez dias defendendo a primeira colocação da tabela, sendo líder desde a quarta rodada do torneio. Com este triunfo, a Academia agora ocupa a terceira colocação na tabela histórica de títulos do futebol argentino, atrás somente de Boca Juniors e River Plate.

Além de um elenco experiente e da união do grupo, a equipe de Coudet aproveitou para conquistar pontos no início da temporada 2018-2019 quando os grandes se concentravam na Copa Libertadores e Sul-Americana. Com este foco, o Racing não foi capaz de superar o Corinthians na Copa Sul-Americana e está fora de torneios continentais neste ano. 

A força do título foi demonstrada rodada após rodada nos jogos como mandante. Definido como o melhor Racing dos últimos tempos pela imprensa local, a Academia fez prevalecer sua proposta ofensiva e o esforço coletivo. 74% dos pontos foram obtidos como mandante nos últimos cinco anos. Nesta temporada a equipe de Avellaneda sofreu apenas 7 gols como local e tem a defesa menos vazada da competição, com 15 gols. Com solidez defensiva, também é o segundo time que menos recebeu finalizações rivais, apenas 6,3% das jogadas terminaram em gols. 

A transição defesa-ataque foi a principal virtude da equipe, tendo em conta que 20 dos 42 gols marcados na atual Superliga foram de contra-ataque. Ofensivamente, a equipe abriu o placar em quinze de dezessete partidas através de Lisandro López, Cristaldo e Cvitanich. Quando os atacantes não apareceram, a bola parada também foi alternativa: é o segundo conjunto que mais marcou por essa via, sendo dez no total.

A última rodada da Superliga e a entrega do troféu será no próximo domingo no El Cilindro, contra o segundo colocado Defensa y Justicia.



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Autora

Stephany Afonso

Tem 21 anos e está no LANCE! desde a grande final entre Boca Juniors e River Plate na Copa Libertadores. Atualmente reside em Buenos Aires e vive a essência do futebol argentino na pele. Estudou na Universidad de Buenos Aires (UBA), cobriu a Copa do Mundo Rússia pelo Yahoo e coleciona participações na Rádio Jovem Pan e TV+ABC.

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@steafonsoo