Quintero pode ser a grande estrela do futebol argentino em 2019 - Toco y me voy

Quintero pode ser a grande estrela do futebol argentino em 2019



(Foto: Mauro Alfieri)

A saída de Pity Martínez foi um golpe emocional para os torcedores do River Plate. Seu crescimento futebolístico e seus gols contra o Boca Juniors o consagraram um ídolo. Marcelo Gallardo rápidamente definiu a estrela que brilharia em seu lugar. O colombiano Juan Fernando Quintero foi escolhido não só para substituir o camisa 10, mas sobretudo para herdar o número lendário no time “millonário”.

O que está por vir, com o selo de Quintero, mostrará um River diferente. Se Pity era um violino delicado, Juan Fernando é o maestro e marca os tempos da orquesta. O tima da “banda roja” conquistou a América sobre seu maior rival e a história foi escrita pela perna esquerda de um garoto de Medellín. No entanto, a trajetória não começou com protagonismo.

Gallardo e Quintero se cruzaram quando seu ex clube, Independiente da Colômbia, enfrentou o River Plate na Libertadores de 2017. O volante se destacou nos dois jogos e marcou um gol de pênalti. Marcelo não duvidou, solicitou e o jogador respondeu. “Juanfer” chegou ao River no inicio de 2018 e embora tenha encantado, não conquistou a titularidade. Sofrendo muitas críticas por seu peso, ainda demonstrava grande qualidade quando tinha oportunidade. Em março do ano passado, viu desde o banco a Supercopa que o River conquistou sobre o Boca. Na Superliga, como todo o time riverplatense, alternou mais momentos ruins que bons. Na Libertadores disputou quase todos os jogos como reserva, contudo, um novo jogador estava nascendo.

Gallardo pretendia maior participação no jogo, mais compromisso e encontrou no futebolista a sua superioridade desequilibrante. É certo que com Pity Martínez a presença do colombiano era mais esporádica. Entretanto, a espera lhe rendeu frutos. Quintero foi titular contra o Gremio nos jogos de ida e volta. Substituiu Pity na final contra o Boca na primeira partida, mas seu momento começou em Madrid. Ingressou e deu um plus ao time de Gallardo, que perdia por 1 a 0 com gol de Benedetto. Fez parte da jogada coletiva que terminou no empate de Lucas Pratto, além de marcar o gol espetacular que virou o placar. Como se não fosse suficiente, foi protagonista também no último gol, quando deu assistência que selou o resultado em 3 a 1.

Juanfer se converteu um dos elementos mais importantes do River Plate. Na última janela de passes, rejeitou uma oferta milionária do futebol chinês e confessou que Marcelo Gallardo foi o incentivo para sua permanencia. Quando um jogador dispõe de semelhante gama de recursos, quando o potencial futebolístico observado é ainda mais amplo que o que reflete a realidade, qualquer treinador se sente desafiado para alcançar a melhor e mais completa versão deste talento que supera a média e expressa suas habilidades com uma naturalidade quase insolente.

Atualmente, o esquema do River se move ao ritmo do colombiano. Quando tem a bola em sua perna esquerda, algo acontecerá. Uma finta, um passe entre linhas para deixar um companheiro sozinho (com uma visão periférica extraordinária) ou um golaço de longa distância. O drible curto, o estalo repentino e o disparo explosivo fazem de Quintero uma peça capaz de mudar o rumo de um jogo em uma única ação. Seu estilo aristocrático cumpre com as características para elevar o futebol do clube. Desde que assumiu a camisa 10 dos lendários Pablo Aimar e Ariel Ortega, não parou de fazer gols.

Seus seis gols e três assistências em 13 partidas da Superliga não refletem somente talento. Quintero tem em sua lista os quatro grandes do país: balançou as redes contra Boca, Independiente, San Lorenzo e Racing. Além do mais, dizem nos arredores de Nuñez, que o gol marcado no Santiago Bernabéu foi um dos mais importantes da história do clube ao lado da pérola de Antonio Alzamendi, na final do Intercontinental de 1986. 

Em 2018, mesmo sem a titularidade na equipe de Gallardo, ganhou um lugar na seleção colombiana de José Pekerman, para o Mundial da Rússia. Já na Copa de 2014, disputou três jogos e marcou um gol na vitória contra a Costa do Marfim.

 



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