Luta fora e dentro de campo: Argentina volta ao Mundial feminino após doze anos - Toco y me voy

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Luta fora e dentro de campo: Argentina volta ao Mundial feminino após doze anos



A Argentina volta a disputar um Mundial após 12 anos sem alcançar a classificação (Foto: AFA)

Chegou o grande dia. Após duas temporadas sem treinamentos e luta por estrutura e profissionalização, seleção argentina feminina volta à máxima competição depois de doze anos de ausência. “Las pibas” estrearão contra o Japão, campeão do Mundial 2011, na Alemanha, e vice quatro anos depois, no Canadá. O confronto, válido pelo grupo D, será disputado no Estádio Parque dos Príncipes, em París, às 13h00. 

A albiceleste faz sua terceira participação em Copas do Mundo. Antes esteve nos torneios dos Estados Unidos 2003 e China 2007 (em ambas ocasiões sendo eliminada na primeira fase) e não alcançou a classificação para as seguintes edições. Além da seleção japonesa, a equipe dirigida por Carlos Borrello terá pela frente Inglaterra e Escocia, times que se apresentam com maior hierarquia. O Japão é um rival conhecido da seleção argentina nos Mundiais femininos. As equipes se enfrentaram em duas ocasiões (2003 e 2007), ambas com vitória das japonesas: a primeira por 6 a 0 e a segunda por 1 a 0. 

Antes de luta nacional iniciada no final de 2018, jogadoras de futebol feminino recebiam apenas vales de refeição e transporte, com valores muito diferentes dependendo do clube e equilibrar os tempos entre o trabalho e o treinamento era uma odisseia. A luta começou com Macarena Sánchez, ex-jogadora do UAI Urquiza que criou movimentos exigindo reconhecimento como profissional. Através deste “barulho”, a AFA definiu que implementará algumas medidas, como a criação da Copa Argentina feminina, que servirá para a inclusão das cidades do interior que não participam do torneio atual.

Além de Macarena, a seleção também lutou pela voz feminina. O protesto foi realizado em setembro de 2017, quando a seleção voltou ao “trabalho” depois de dois anos sem treinador. A AFA não havia cumprido com o pagamento dos vales: cerca de 140 pesos (14,00 reais) voltados para o transporte até o centro de treinamento (fora da capital), onde eram obrigadas a treinar em campo sintético. Também careciam de concentração e comodidade: nas poucas viagens que faziam para jogar amistosos, as integrantes do elenco precisavam dormir em ônibus para cumprir seus compromissos. 

A partir da temporada 2019-2020, as atletas ingressarão no Convênio Coletivo de Trabalho, onde se encontram os jogadores das três primeiras categorias profissionais. A disciplina feminina terá um regime semiprofissional, similar ao da Série C masculina.

A seleção argentina se classificou ao Mundial após alcançar a terceira colocação na Copa América do Chile, em 2018. A posição deu a possibilidade de jogar a repescagem contra o Panamá em novembro do ano passado. As albicelestes venceram por 4 a 0 no duelo de ida e igualaram 1 a 1, na partida de volta. 

 



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Autora

Stephany Afonso

Tem 21 anos e está no LANCE! desde a grande final entre Boca Juniors e River Plate na Copa Libertadores. Atualmente reside em Buenos Aires e vive a essência do futebol argentino na pele. Estudou na Universidad de Buenos Aires (UBA), cobriu a Copa do Mundo Rússia pelo Yahoo e coleciona participações na Rádio Jovem Pan e TV+ABC.

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