Gallardo não se cansa de conquistar títulos e Recopa pode ser mais um - Toco y me voy

Gallardo não se cansa de conquistar títulos e Recopa pode ser mais um



O River Plate se coroou bicampeão da Recopa ao vencer Independiente Santa Fe por 2 a 1, em 2016

A Recopa Sul-Americana é o último grande objetivo da equipe de Marcelo Gallardo neste primeiro semestre de 2019. Depois da classificação para as oitavas de final da Copa Libertadores, onde defende o título conquistado em dezembro sobre o Boca Juniors; e ser eliminado nas semifinais da Copa Superliga, o River Plate pode encerrar a temporada e somar um novo título internacional no glorioso ciclo do treinador.

Gallardo já conquistou nove títulos como técnico pelo millonário, e desde que chegou, não passou um ano em branco: Copa Argentina (2016 e 2017), Supercopa Argentina (2018), Copa Sul-Americana (2014), Recopa (2015 e 2016), Copa Libertadores (2015 e 2018) e Suruga Bank (2015). Contando os triunfos como jogador, “El Muñeco” foi campeão dezessete vezes com a camisa riverplatense.

Muito se fala da mentalidade das equipes de Gallardo, e mais uma vez é necessário recorrer a esse atributo, entre outros, para explicar outro passo do atual River Plate. Um time com uma identidade indissimulável, independente da saída e chegada de jogadores, das reinvenções e das modificações em tempo real de jogo.

Os argentinos  possuem solidez defensiva e um coletivo de força indiscutível. Foi com a identidade desenhada por Gallardo que a equipe do Monumental triunfou na última Libertadores. O técnico montou uma equipe com força distribuída em todos os setores e uma força psicológica indiscutível. No perfil do ex-jogador, os volantes trabalham com o avanço dos laterais para que a bola chegue ao ataque. Igualmente, a alta pressão, identidade riverplatense, tem gerado problemas aos rivais. O treinador também desempenha seu estilo por meio do toque, é obsessivo no quesito tendo como prioridade que o River monopolize o controle da bola contra qualquer rival.

Atualmente, no futebol argentino, a figura de Gallardo alcançou dimensões extraordinárias tendo em conta os títulos dos últimos anos e principalmente a Libertadores conquistada em Madrid. Outro vencedor consagrado, como Carlos Bianchi, tampouco plasmou um estilo futebolístico. Igual a Simeoni, que nunca revelou um estilo apesar de sua notável convicção pragmática.

Gallardo transmite um perfil: o que privilegia a posse de bola, as ações ofensivas respaldadas por um funcionamento, a ideia de impor uma estratégia despojada de especulações para tentar jogar bem e depois “ganhar bem”. Foi e é eclético. E neste marco incorporou algo de cada um dos treinadores que resgatou, em especial Bielsa e Sabella.

O flamante concerne ao novo, mas a essência é a mesma sob a regra da competitividade intransigente, da fome constante e do ir além mesmo quando já se conseguiu tudo. Porque, se alguém pensou que depois e Madrid este ciclo se havia dado por satisfeito, esse alguém não conhece a Marcelo Gallardo. 



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