Aula do rival? Veja o que o Internacional pode aprender com o Grêmio para vencer o River Plate no Monumental - Toco y me voy

Aula do rival? Veja o que o Internacional pode aprender com o Grêmio para vencer o River Plate no Monumental



River volta a receber torcedores no Monumental após punição na Copa Libertadores (Foto: Divulgação)

Nesta terça-feira, o River Plate encerrará sua participação na fase de grupos da Conmebol Libertadores ao receber o Internacional, às 21h30, no Estádio Monumental. O millonário – que vem de alcançar as quartas de final na Copa da Superliga após um extraordinário 6 a 0 no Aldosivi, com hat-trick de De La Cruz– já tem assegurada sua classificação nas oitavas de final como o segundo do grupo, atrás do time de Porto Alegre.

Na última rodada do torneio continental, o River venceu o Palestino no Chile pelo placar de 2 a 0. Com o triunfo, a equipe argentina alcançou on número de dez partidas invictas como visitante na Libertadores. Já como local, o Monumental voltará a receber torcedores em confrontos da máxima competição depois de quase seis meses.

O técnico Marcelo Gallardo anunciou a lista de convocados para o confronto com algumas surpresas, como a inclusão do defensor Luciano Lollo, que não joga uma partida oficial desde novembro. O ex-Racing esteve no banco de reservas nos duelos contra o Tigre, pela Superliga, e Alianza Lima, na Libertadores. Vale recordar que Gallardo não contará com Rafael Santos Borré (expulso contra o Palestino) e Gonzalo Montiel (suspenso pelo terceiro cartão amarelo).

Entre os citados também estão Santiago Sosa, Cristian Ferreira e Julián Álvarez, as três talentosas promessas riverplatenses que estarão no Mundial sub-20 da Polônia com a seleção argentina. Julián tem grandes chances de jogar pela primeira vez a Libertadores como titular. Sua estreia foi aos 24 minutos suplementares, na final contra o Boca Juniors, em Madrid. Na atual edição, o jovem disputou quatro minutos na vitória sobre o Alianza Lima. Além disso, Álvarez tem outros nove jogos (três como titular) no torneio local e Mundial de Clubes, e um gol contra o rival Independiente.

Provável escalação: Franco Armani; Camilo Mayada, Lucas Martínez Quarta ou Robert Rojas, Javier Pinola e Fabrizio Angileri; Bruno Zuculini ou Leonardo Ponzio, Nacho Fernández, Enzo Pérez e Nicolás De La Cruz; Julián Álvarez ou Exequiel Palacios e Lucas Pratto.

O que o Inter pode aprender com o Grêmio para derrotar o River no Monumental?

1. O Grêmio começou a defender a bola longe de seu gol e quase à sombra de Franco Armani. O goleiro, que é sempre o primeiro passe do time de Gallardo, teve um tipo de marca pessoal que o impediu de jogar de maneira simples e clara. Esse jogador era Jael, que a cada vez que a bola procurava Armani para a saída de jogo, se projetava para que a ação terminasse em bola longa.

2. Alta pressão – identidade também defendida pelo River – em Montiel e Casco, que costumam ser os jogadores que fazem o chute inicial para as jogadas ofensivas de meio e lateral. Alisson e Ramiro quase se esqueceram de atacar e por momentos apostaram em marcações individuais nos laterais do River. Com isso, Pinola e Maidana foram forçados a jogar com Ponzio, buscando bolas aéreas (algo que foge do estilo de Gallardo).

3. Michel, Maicon e Cícero impediram que a bola chegasse perfeita aos pés de Quintero e Pity Martinez, os jogadores mais decisivos daquele River. Pity disputa a atual liga dos Estados Unidos e Quintero está lesionado. Apesar disso, o elenco muda mas Gallardo segue forte com sua identidade. Hoje os jogadores mais desequilibrantes na construção do jogo são Nacho Fernández e De La Cruz.

4. Os quatro defensores do Grêmio propuseram uma tática de pressão e jogadas aéreas quando necessário, para que a marca de Borré e Scocco fosse totalmente anulada. Nada de laterais ao estilo brasileiro ou até mesmo saídas de bola pelo meio. O que originou o sistema “gaúcho” foi que a ambição de ataque que normalmente tem o River, perdesse totalmente a presença de área. Um par de chutes a meia distância e o desejo de finalizar não ocultaram as complicações causadas pelo Grêmio.

5. O segredo final tem a ver com aspectos do jogo que impediram que o River não fluísse e não pudesse dar passes consecutivos e avançar. Isso ocorreu devido a força das interrupções, das faltas, das bolas paradas, da manipulação dos tempos e de uma noite de Libertadores muito copeira desde o aspecto geral do jogo.



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