Após profissionalização do futebol feminino, Argentina quer sediar o Mundial de 2023 - Toco y me voy

Após profissionalização do futebol feminino, Argentina quer sediar o Mundial de 2023



A Argentina volta a disputar um Mundial após 12 anos sem alcançar a classificação (Foto: AFA)

A FIFA anunciou as nove federações que se candidataram para sediar a Copa do Mundo de futebol feminino de 2023. Argentina, Brasil, Colômbia, Bolívia, Austrália, Japão, Nova Zelândia, Coréia do Sul e África do Sul apresentaram à instituição o desejo de sediar a nona edição do torneio que entre junho e julho deste ano terá a França como sede. O país anfitrião será definido no primeiro trimestre de 2020.

Além da candidatura, a AFA oficializou na última semana a profissionalização do futebol feminino e estará presente em uma Copa do Mundo depois de doze anos de ausência. A estreia da Argentina se dará em 10 de junho contra o Japão, uma das grandes potências. Na sequência enfrentarão a Inglaterra (14/6) e finalizarão sua participação na fase de grupos contra a Escocia (19/6). O conjunto participou do torneio pela última vez em 2017, na China, mas não avançou da fase de grupos.

Faltando somente três meses para o desafio internacional, a disciplina atravessa uma etapa de crescimento, reformulações e novos objetivos no país. Em 16 de março deste ano, a AFA anunciou a criação da Liga Profissional de Futebol Feminino, que envolve a implementação de vários dispositivos destinados a melhorar as condições daquelas que praticam a disciplina na Primeira Divisão Nacional. Além disso, mulheres de todo o país tem lotado os campos e quadras de aluguel semanal, com diversos grupos que realizam torneios e treinamentos.

Com a greve convocada em setembro de 2017 (devido ao fato de que a AFA não pagou – e não aumentou – os benefícios de transporte público e alimentação), as jogadoras da seleção argentina iniciaram uma luta que deu certo: conseguiram melhores condições de trabalho e maior reconhecimento. A luta gerou a classificação para a Copa do Mundo após difícil vitória sobre o Panamá na repescagem.

A instituição máxima de futebol argentino também disponibilizará 120 mil pesos (12 mil reais) mensais a cada um dos dezesseis clubes da primeira divisão, com o objetivo de custear os oito contratos mínimos que estabelece essa etapa da profissionalização. A partir da temporada 2019-2020, as jogadoras ingressarão no Convênio Coletivo de Trabalho, onde se encontram os jogadores das três primeiras categorias profissionais. A disciplina feminina terá um regime semiprofissional, similar ao da Série C masculina.

Além disso, será formada uma comissão integrada por membros da AFA, cuja função será monitorar que os clubes cumpram com as diretrizes estabelecidas por esta nova Liga, não apenas em matéria de pagamento de salários, mas também na provisão das condições necessárias para a prática da disciplina. Ou seja, será verificado se o campo, os vestiários, as instalações em geral, as roupas, os elementos de trabalho e a logística, entre outras questões, estão em ordem. A AFA também colocará os campos de grama sintética da sede à disposição das equipes que não tiverem um estádio ou espaço indicado para oficiar como local.

 



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