Análise: Argentina é uma seleção em formação - Toco y me voy

Análise: Argentina é uma seleção em formação



Argentina é derrotada por Colômbia na estreia da Copa América

A estreia na Copa América representou um duro golpe para as expectativas da Argentina: a seleção caiu por 2 a 0 para a Colômbia, exibindo uma atuação medíocre, que teve um oásis nos primeiros quinze minutos do segundo tempo. Tagliafico e Paredes foram os melhores de um time que apenas teve uma explosão de bom jogo.

Não se constrói uma seleção em seis meses. Porém, muito das falhas visíveis contra os colombianos também foram desempenhadas no Mundial da Rússia. Apesar da mudança de rostos, idade e treinador, a bola continua sem alcançar os pés de Messi e o setor ofensivo segue sem grandes feitos. 

Esse time, armado para atacar, defendeu no primeiro tempo. A Colômbia lhe roubou a posse. Os argentinos demoravam muito para recuperar a bola e segundos para perde-la. Messi começou em uma posição mais central com Aguero, mas a bola não chegou até ele. Scaloni “tentou” ajuda-lo com a rara invenção de Lo Celso jogando de 8. Se sua ideia era não jogar com dois centroavantes, pelo menos deveria ter optado pela entrada de Lautaro Martinez. Trocou Aguero por Matías Suárez, memória do falso 9 de Sampaoli contra a França.

Ángel Di María participou do onze inicial, mas foi substituído por Rodrigo De Paul no intervalo. Seu desempenho, junto com o de Renzo Saravia, foi um dos mais baixos da Argentina. Por outro lado, a entrada do ex-Racing melhorou o rendimento argentino, com base nas suas boas intenções e na dupla incipiente que formou com Lionel Messi. De Paul, de 25 anos, já havia mostrado boa sintonia com o craque do Barcelona nos treinos. 

Ofensivamente, a Argentina ataca com duas linhas e entre elas há um buraco, ninguém infiltra para fazer uma conexão dos meias com os atacantes. Os atletas possuem uma distância exorbitante entre si. Os meias jogam na mesma linha, o espaço desaproveitado é preenchido pela defesa rival que impede a movimentação dos atacantes. Por conta disso, Aguero quase não tocou na bola, o mesmo que Messi. Contra a Colômbia, o camisa 10 buscou o jogo e se movimentou mais, mas como o espaço ofensivo não é ocupado pela Argentina, o craque ficou rodeado de defensores.

Tendo em mente que os laterais não passam sistematicamente ao ataque, com De Paul e Pereyra garantindo quebra e abertura do campo, Lo Celso pode ser liberado, acrescentando mais dinâmica na recuperação e permitindo a Messi seu clássico movimento da direita ao meio para finalizar. O próximo jogo da albiceleste será na próxima quarta-feira, contra o Paraguai, no Estádio Mineirão.

A este panorama é necessário acrescentar que a Argentina não ganha um título oficial desde a Copa América de 1993, da mão de Alfio Basile como treinador e com jogadores de renome como Oscar Ruggeri, Fernando Redondo, Diego Simeone e Gabriel Batistuta.

É o início de um projeto. Desde 2006 o quadro argentino teve nove treinadores: José Néstor Pekerman, Alfio Basile, Diego Armando Maradona, Sergio Batista, Alejandro Sabella, Gerardo Martino, Edgardo Bauza, Jorge Sampaoli e Lionel Scaloni. Há muito tempo não se vê um projeto a largo prazo para explorar tudo o que sai do país que revelou e revela tantos jogadores brilhantes. A albiceleste voltará a ser potência?

 

 



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