Camisas 9 são os nomes da Copa



Foi necessária uma briga com zagueiros, um bate-rebate de pernas e bola dentro da área para que a Espanha vencesse o encardido Irã por econômico 1 a 0 quarta-feira. Sozinho, o espanhol Isco deu mais passes do que todo o time inteiro rival. O placar da troca de passes dos dois times foi assustador, com um número muito maior para os europeus.

O gol da vitória saiu dos pés de Diego Costa, centroavante brigador, que não tem medo de zagueiro, tromba, empurra e coloca a bola lá dentro. Não que não tenha outras características mais técnicas, mas também sabe fazer o jogo duro quando necessário.

Segunda-feira a Inglaterra sofreu para vencer a Tunísia por 2 a 1. Harry Kane fez o gol da vitória, de cabeça, no finalzinho do jogo. Bem colocado, aproveitou uma bola levantada na área para empurrar a bola para dentro.

Lukaku fez dois gols na vitória da Bélgica contra o Panamá. Forte fisicamente e com um chute muito potente, ele conseguiu vencer o rival e ajudar a trazer a vitória para seu time.

Sem falar em Cristiano Ronaldo, atuando cada vez mais como centroavante. Ele fez nada menos do que todos os gols de Portugal até aqui na Copa do Mundo. Das mais variadas formas: de pênalti, de falta, de cabeça…

Os primeiros jogos desta Copa do Mundo estão mostrando equipes muito fortes defensivamente. A Argentina sofreu demais com uma marcação praticamente perfeita da Islândia, o mesmo valeu para a Espanha contra o Irã.

Uma das formas de varar um muro de defensores é com um camisa 9 típico, clássico. O tipo que ultimamente andou desprestigiado por aí com a chegada do “falso 9” ao futebol. Pelo menos é isso o que a Copa tem demonstrado nestes primeiros jogos.

Chegamos ao Brasil. No elenco montado por Tite não coube nenhum jogador com essas características. Gabriel Jesus e Firmino são ótimos atacantes, mas nenhum deles têm a qualidade de brigar fisicamente com zagueiros como faz Diego Costa por exemplo.

Não foi por falta de tentativa da comissão técnica. Diego Souza foi testado na posição, mas não conseguiu cavar sua vaga entre os 23. William José também teve uma chance, mas também não passou. Restou à Seleção apostar na técnica de seus dois escolhidos.

Na Espanha há uma discussão sobre Diego Costa. Se o seu jogo combina com o tipo de futebol que o time gosta de praticar. Gosto não se discute, mas fato é que ele já deu três gols para a sua seleção.

A questão não é exatamente apostar neste ou naquele tipo de jogo, mas ter alternativas para determinadas situações. Se uma de estratégia não está funcionando, ter a possibilidade de fazer a história mudar com outro estilo de jogador. A Alemanha fracassou nesta tentativa na derrota contra o México, ao lançar Mario Gomez quando o time já perdia por 1 a 0. Não funcionou, mas Joachin Low tentou.

Voltamos ao time de Tite. Não existe esta alternativa. Claro que é possível mexer em outras posições em caso de necessidade, mas no comando do ataque, teremos sempre jogadores mais leve e técnicos.

Em outras copas o Brasil sofreu com a falta de possibilidades no banco de reservas.



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