Seleção enfrenta seu primeiro tremor



Até domingo, era possível dizer que o Brasil havia passado por duas pequenas turbulências na era Tite. A primeira foi a contusão de Neymar. A segunda, a de Daniel Alves, que o tirou da Copa do Mundo.

Tirando isso, a Seleção navegou em águas absolutamente calmas até aqui: campanha irrepreensível nas eliminatórias, classificação com folga, nenhuma declaração que pudesse causar qualquer tipo de desconforto, preparação rígida, fechada, entrevistas coletivas protocolares.

A ponto de a “notícia” que chamou atenção às vésperas da estreia ter sido o novo penteado de Neymar.

A estreia aquém das expectativas e as dores no pé de Neymar trazem para o ambiente da Seleção um novo cenário, que ninguém sabe ainda como será sentido por jogadores, comissão técnica e até pelos jornalistas que estão lá na cobertura diária.

Questionamentos obrigatórios terão de ser feitos, mudando um pouco o tom até agora cordial das entrevistas. Como melhorar o rendimento do time? Quais as opções táticas se as coisas não entrarem nos trilhos na próxima partida?

A própria pressão no segundo jogo será diferente: sai a questão da estreia e de enfrentar aquela que teoricamente é a segunda força do grupo para a obrigatoriedade da vitória contra aquele que deve ser o pior time entre os quatro.

É claro que a classificação para a Copa não foi uma moleza. Tite encontrou um grupo que foi colocado sob desconfiança e uma tabela que apresentava risco de uma tragédia (ficar fora do Mundial). Rapidamente o cenário mudou e a vaga acabou chegando de forma até tranquila. Mas este foi o máximo de estresse que a Seleção passou até o momento. O desafio agora é outro, bem maior, e ainda não se sabe como será a reação do time.

Tecnicamente, existem todas as condições para uma classificação tranquila na primeira fase e para o time confirmar a condição de um dos favoritos a conquistar o título. O trabalho feito até agora aponta para este caminho, apesar do tropeço na estreia. Este cenário é válido com Neymar, que neste momento o torcedor não sabe em que condições está.

A questão é enfrentar o desconhecido. Por mais que Tite se esforce em dizer que o resultado na estreia não tira nenhuma possibilidade de classificação (e realmente não tira), ele não deixa de ser uma saída do trilho. Impossível imaginar que dentro do grupo se pensava em empate contra a Suíça.

E o desconhecido é este: iniciar uma competição de uma forma que estava fora dos planos. Na era Tite, isso nunca aconteceu, porque a eliminatória foi um atropelo sem tropeços. Como serão os próximos dias da Seleção?



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