Segue o líder



A vitória sobre o Paraná manteve o Flamengo na liderança folgada do Brasileirão, faltando apenas uma rodada para a paralisação da Copa do Mundo. É uma vantagem e tanto, principalmente comparando com o campeonato do ano passado.

Na ocasião, o Corinthians do ainda meio desconhecido Fabio Carille assombrou o Brasil com um início avassalador: nove vitórias, dois empates e nenhuma derrota. Este ano o último invicto, o São Paulo, caiu na nona rodada com um aproveitamento bem mais modesto.

O Timão tinha então 29 pontos e uma vantagem de sete pontos sobre o vice-líder Grêmio, então com 22.

Este ano, a trajetória rubro-negra é parecida, apenas levemente pior. A vantagem é de seis pontos para o vice-líder Galo, o que não é nada desprezível, ainda mais considerando que o Flamengo supera os rivais nos dois primeiros critérios de desempate: vitórias e saldo de gols. A diferença para o Corinthians do ano passado é que o Fla já tem uma derrota neste momento. Portanto, tem três pontos a menos.

Na forma como tem superado seus adversários, há diferenças entre o Corinthians de Carille e o Flamengo de Barbieri. Se o Timão se mostrava um time extremamente bem organizado, defensivamente muito forte e com um ataque de poucas ações, mas muito veloz e letal, o Flamengo trabalha mais o jogo, procura ter mais a bola e é desta forma que tenta controlar as partidas. De semelhante, a força que a torcida tem dado ao time nos jogos em casa, algo parecido com o que a Fiel fez ano passado principalmente em Itaquera.

Ano passado o Corinthians temeu por um desmanche parecido como o que atacou o time no final de 2015 após a conquista do sexto Brasileiro. Não veio. Arana, que foi negociado, permaneceu no time até a conquista do título de 2017.

O Flamengo vive situação semelhante agora, com a possibilidade de perder Vinícius Júnior já no meio do ano. Felipe Vizeu já está negociado e vai embora e ainda tem Paquetá, que ninguém sabe o que poderá acontecer.

A permanência da base do time até o fim do ano é uma das principais questões para o Flamengo resolver. Com ela, é possível vislumbrar o mesmo final feliz que teve o Corinthians em 2017. Sem ela, a chance de reação dos rivais aumenta.

Outro ponto relevante a ser destacado será a paralisação para a Copa do Mundo. Em 2017 como se sabe isso não ocorreu e o Corinthians esticou sua boa fase ao longo de todo o primeiro turno, enquanto os principais rivais se dividiam em outras competições e se atrapalhavam para azeitar seus times definitivamente. A parada deste ano é quase como que uma volta obrigatória aos boxes se estivéssemos falando de automobilismo. Todos terão possibilidade de acertar seus carros para então voltar à corrida.

Por fim, o Flamengo terá uma volta da Copa com vários compromissos: Copa do Brasil, Libertadores e o próprio Brasileiro. Saber trabalhar as prioridades de forma inteligente será fundamental. Terminar esta primeira fase do Brasileiro com muitos pontos à frente poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.



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