O intervalo que mudou tudo



O primeiro tempo terminou com o time atordoado, perdendo em casa por 1 a 0, jogando mal, nervoso, torcida mais nervosa ainda… a situação do treinador, que já não vinha muito boa há algumas rodadas, parecia piorar. Vaias na ida para o vestiário e quase uma certeza de que pela primeira vez na história, aquele visitante venceria naquele estádio.

Este era o panorama do Palmeiras sábado passado, no intervalo do jogo contra o São Paulo. O time que torrou dinheiro para ganhar tudo no ano estava prestes a mergulhar numa crise que normalmente termina com mudança de planejamento, interrupção de trabalho e, quase sempre, em fracasso na temporada.

O segundo tempo chegou e tudo mudou. O Palmeiras atropelou o Tricolor jogando bem, de virada buscou os três pontos e o resultado foi como se o céu cinzento se abrisse para o sol como nos filmes bíblicos.

O ambiente mudou no Palmeiras, a confiança mudou, a calma se restabeleceu. E foi assim que o time encarou o poderoso Grêmio em Porto Alegre na quarta-feira. Daqueles confrontos que antes de o campeonato começar são apontados como potenciais “jogões”. O atual campeão da Libertadores, com seu jogo envolvente, contra o time que tem um dos elencos mais fortes do país. Embalado pela virada sobre o São Paulo e comandados por Willian Bigode (dos jogadores mais subvalorizados do país) o time de Roger venceu com autoridade e se colocou de novo na briga pelo título.

O caminho entre o céu e o inferno é a jato no futebol, sobretudo no brasileiro. Se um chute do são-paulno Reinaldo defendido por Jailson no primeiro tempo tivesse entrado no gol, a situação do Palmeiras ficaria ainda mais complicada no jogo, a virada poderia não ter acontecido e sabe-se lá como o time entraria em campo contra o Grêmio.

O que aconteceu no vestiário no intervalo do jogo contra o São Paulo é um mistério, mas o que se sabe é que ali o time começou a mudar seu rumo no Brasileiro.

O time que passou pelo Grêmio não parecia nem de longe ser o mesmo que perdeu em casa para o Sport Recife dias antes e nem o que perdia para o São Paulo no intervalo do jogo da semana passada.

A história ainda não contada ainda com todas as letras é de como que uma conversa no vestiário conseguiu transformar uma campanha que caminhava para o naufrágio para, em uma semana, encher novamente o torcedor e o elenco de esperança.

A lição que fica é a de que a calma é muitas vezes o melhor remédio para momentos turbulentos. Uma atitude intempestiva poderia ter interrompido o trabalho e esta história de mudança de ares não poderia ser contada.

Pressionado
Osmar Loss costuma valorizar desempenho mais do que resultado em suas análises de jogos. Pois contra o Santos ele não teve defesa. Seu time foi mal no clássico em Itaquera e merecia ter saído com a derrota. A torcida vai no caminho inverso do que o treinador pensa: para ela, se o resultado vier sem desempenho, tudo está bem. E o time vive momento em que não está entregando nem uma coisa nem outra. Sacar Paulinho do time ajuda a deixar o clima um pouco pior.



MaisRecentes

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo

Vai começar uma nova Copa



Continue Lendo