Vilões e herói



Mesmo nos esportes coletivos, atuações individuais têm um peso enorme no resultado final. Isso ficou mais claro ainda depois deste fim de semana. No Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

Mantuan vinha subindo de produção no Corinthians, ganhando confiança, participando cada vez mais dos jogos. Aí, cortou errado uma bola nos instantes finais do jogo contra o Internacional e entregou um gol e a vitória ao Colorado no Beira-Rio. O garoto desabou ainda com a bola rolando. Chorou e, numa cena emocionante, foi consolado por todos: jogadores do seu time e também do rival.

No dia anterior, Karius, goleiro do Liverpool, teve atuação desastrosa e foi responsável direto por seu time não ter chegado à conquista da Liga dos Campeões. A taça, pela terceira vez seguida e pela 13a vez na história, foi para o Real Madrid. Emocionante a imagem do jogador indo para a torcida ao final da partida no estádio pedir desculpas pelo que tinha feito. E depois ainda reforçou o pedido nas mídias sociais. Assim como aconteceu com Mantuan, acabou consolado por seus companheiros de time.

Curioso como nos dois casos o perdão, o entendimento e o colo vieram de seus companheiros que também travaram a batalha dentro de campo e foram diretamente prejudicados pelas falhas. Fora do campo, parte dos torcedores também apoiou os “vilões”, mas outra parte condenou sem chance de absolvição.

Mas não só de histórias tristes vivem personagens do esporte. Nos Estados Unidos, foi a atuação individual de um atleta que levou o Cleveland Cavalliers para a final da NBA. Lebron James carregou seu limitado time nas costas em praticamente toda a temporada e ficou mais perto de conquistar mais um caneco para sua coleção. O que fez o jogador nos últimos tempos provocou um debate interessante: ele é mais jogador do que Michael Jordan, o maior astro do basquete mundial em todos os tempos?

Falhas ou atuações espetaculares individuais são mais exceção do que regra nos esportes coletivos. É mais normal e mais seguro apostar que um time em que todos exercem suas funções corretamente o resultado será melhor de forma que os valores solitários melhorem ainda mais seus desempenhos. Lebron James contraria essa regra, jogando por ele e pelo restante do time. Mantuan e Karius levaram suas equipes à lona no fim de semana. Mas nem por isso precisam ser crucificados como se não houvesse um amanhã. Estamos falando de esportes coletivos e nesta hora nada mais sábio do que a surrada máxima: “Quando perdemos, perdemos todos. Quando ganhamos, ganhamos todos”. Mesmo que Lebron contrarie esta última parte.



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