Nas convocações, Tite segue padrão de antecessores



Tite fez nesta segunda-feira sua última convocação antes da relação que irá oficialmente à Copa do Mundo. E talvez tenha feito sua lista que mais provocou reações negativas desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira.

Pode ser a proximidade do mundial, que deixa o torcedor com os nervos mais à flor da pele, pode ter sido a presença de alguns nomes controversos. Fato que é as mídias sociais, a internet, o torcedor no boteco da esquina, o porteiro do seu prédio e os comentaristas esportivos torceram o nariz.

Fágner é um dos nomes que, lista a lista, está sempre presente na boca de Tite quando ele surge com o papel na mão na sede da CBF. Ontem esteve de novo. O lateral do Corinthians pode ser um dos mais regulares dentro do futebol brasileiro, mas sempre haverá a lembrança de alguém atuando fora do país e que poderia entrar em seu lugar.

Contra o jogador, ainda há a fama de violento que, em tese, iria contra as convicções de futebol bem jogado, ética e etc, que envolvem a figura de Tite. O fato de o treinador da Seleção fingir não ver que na estrutura da CBF as coisas seguem sujas como sempre e se negar a falar sobre o assunto pode ser tema para uma outra coluna. Vamos nos concentrar no jogo dentro de campo.

Outra convocação absolutamente controversa foi a de Rodrigo Caio, que ficou fora de algumas chamadas, mas que ontem voltou. O zagueiro são-paulino, que tem suas virtudes é verdade, talvez viva seu pior momento neste começo de temporada. O duelo que travou com Borja contra o Palmeiras na quinta-feira no clássico contra o Palmeiras beirou o constrangimento. Há de se argumentar a bagunça do São Paulo, que expõe demais seus zagueiros. Mas é nestas horas que a qualidade do jogador é de fato testada.

Por fim, Taison segue sendo prestigiado pelo treinador. Sua convocação tem gerado comentários desde que Tite assumiu o comando da Seleção. É injusto dizer que se trata de um mau jogador, como também não é correto dizer que se trata de um nome indiscutível.

Ao longo da história, os treinadores da Seleção Brasileira sempre tiveram algumas preferências questionáveis. Mais recentemente, muito se falou da ausência de Ganso e Neymar em 2010 ou de Romário em 2002. Dunga levou seu time até às quartas-de-final na África do Sul e quando precisou do banco de reservas viu que não havia ninguém que pudesse mudar o rumo daquela partida. Já Felipão resistiu ao apelo popular pela convocação do Baixinho e no fim a taça veio.

Diferentemente do que muita gente acreditou nos últimos tempos, a geração atual brasileira não é ruim, pelo contrário. Tem pelo menos um jogador excepcional e vários excelentes jogadores para praticamente todas as posições. Em tese, a lista não deveria causar grandes controvérsias. Mas se tem algo que Tite é parecido com seus antecessores é nas preferências pessoais que causam debate. Neste caso, ele não está fugindo à regra. Bem como segue o padrão com relação a não se posicionar sobre a estrutura da entidade.



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