Cadê a comoção com Neymar?



Não é a primeira vez na história que um atleta brasileiro tem uma lesão perto e uma Copa do Mundo e deixa o país em estado de alerta. Careca, Reinaldo, Romário são alguns dos exemplos de craques que perderam um mundial. Ronaldo é exemplo de história com final feliz. De praticamente descartado em 2002 ele foi convocado e se tornou um dos grandes nomes do time campeão no Japão/Coreia do Sul.

Nestas ocasiões havia uma corrente praticamente unânime no mesmo sentido: a torcida para que esses craques não ficassem fora do mundial e ajudassem o Brasil.

Às vésperas do Mundial da Rússia a história da contusão se repete. E desta vez o atleta machucado é nada menos do que o maior jogador brasileiro em atividade, o cara que tem a missão de liderar o time rumo ao hexacampeonato.

O país entrou de novo em estado de alerta. Opera? Não opera? Qual o melhor procedimento? A quem ele deve satisfação? Estas e outras perguntas povoaram os debates esportivos e a internet, este boteco da esquina dos tempos modernos.

A diferença é que desta vez a Seleção Brasileira e a Copa do Mundo tiveram que dividir espaço na mesa de bar com outros argumentos como: quem paga o salário dele é o PSG, portanto o PSG é quem decide o tratamento. Ele quer operar para não perder a Copa, mas deve satisfação ao clube. Ele é mimado e não quer fazer infiltração…

A questão principal neste caso, acabou em um primeiro momento ficando de lado: qual o melhor procedimento não para ele jogar a Copa do Mundo ou ajudar o PSG na Liga dos Campeões, mas o que fazer para que sua carreira como atleta não seja prejudicada. Com o tempo isso acabou entrando em pauta, mas ainda timidamente. Tudo prioritariamente girou em torno do clube x Seleção.

O que nos leva a olhar com atenção sobre a relação de Neymar com o torcedor brasileiro. Assunto ja debatido amplamente nos últimos tempos, mas que vale retomar. Por que Neymar aparentemente não tem toda a torcida a favor nestes momentos como outros jogadores que ameaçaram ficar fora da Copa tiveram?

A forma como a carreira de Neymar foi conduzida até aqui pode ser uma explicação. Sucesso, dinheiro, melhores oportunidades, desejo de ser o melhor do mundo… são objetivos pessoais. E entram no pacote quando se avalia o jogador. Por isso que uma das primeiras questões que surgiram depois da contusão era sobre a quem ele devia satisfação e não o que ele deveria fazer do ponto de vista médico.

Os passos do jogador, que já são seguidos de perto normalmente, serão ainda mais faltando tão pouco tempo para a Copa do Mundo. É assim que funciona o jogo e este jogo é jogado pelo próprio Neymar quando lhe convém. Disso não há motivo para reclamar.

O que realmente preocupa é que o principal jogador brasileiro divida opiniões não sobre o que faz fora de campo que, em última instância, diz respeito só a ele. Mas o quanto ele ainda não é uma figura unânime no coração do torcedor brasileiro. Será que só a conquista da Copa do Mundo fará Neymar ser amado?



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