Temporada vai começar. Eba! Mas com os estaduais…



O espaço entre uma temporada e outra é preenchido por uma avalanche de especulações sobre contratações, reforços, etc… a expectativa criada para o que vem adiante cresce com esse bombardeio de informações (e bobagens que nunca se tornarão realidade, mas esta é uma outra história). Fato é que o torcedor fica em um nível de ansiedade extremo esperando seu time entrar em campo. Estará melhor do que no ano anterior? Aquele cara que foi contratado é bom mesmo? Vai encaixar?
Aí entramos em uma semana como esta que estamos agora. E a grande parte dos clubes têm como grande atração o Campeonato Estadual. Na semana em que os clubes ainda deveriam estar em fase de treinamento, aprimoramento físico e tático, teremos as seguintes partidas:
São Bento x São Paulo, Linense x Santos, Palmeiras x Santo André, Volta Redonda x Flamengo, Vasco x Bangu, Botafogo x Portuguesa da Ilha, Boavista x Fluminense, São Luiz x Grêmio, Internacional x Veranópolis, Boa x Atlético Mineiro e Cruzeiro x Tupi.
Não existe fórmula melhor para quebrar uma expectativa que está nas alturas. Jogos contra equipes de nível técnico muito inferior em um campeonato que na lista de prioridades dos clubes está sempre na última colocação. A quem interessa isso?
Para acomodar este tipo de campeonato em um calendário que já está absurdamente inchado, se espreme o que realmente importa da temporada, o Campeonato Brasileiro, que sempre acaba sendo o que mais sofre.
Muita gente ama os estaduais, entende como uma oportunidade única de os pequenos medirem forças com os gigantes. Para muita gente é bem mais do que isso: trata-se da oportunidade quase única de um torcedor do interior poder ver ao vivo seus ídolos do time grande da capital pelo qual ele torce. Tudo isso deve ser levado em conta, sem dúvida. Mas se contentar com migalhas como esta é ajudar na extinção dos pequenos.
Ontem, Dorival Junior foi perguntado em entrevista coletiva se usaria uma equipe alternativa para enfrentar o São Bento na estreia do São Paulo no Paulista. A resposta foi: “O time será o do São Paulo”. Interessante como partes envolvidas não gostam de falar as palavras duras e preferem outras mais amenas para explicar que um clube grande vai utilizar um time reserva no início de um campeonato que pouco importa no calendário.
E é nesta levada que os estaduais são mantidos. Com os clubes grandes fingindo que eles são prioridades e com torcedores imaginando que eles são. Seria injusto dizer que eles são totalmente desimportantes, porque há um momento em que sim, os resultados neste campeonato pesam. Infelizmente é quando um time vai mal e o técnico acaba demitido. Por conta de um revés no estadual de 2017 foi que o Palmeiras destruiu um planejamento, mudou de treinador e terminou como o time que mais contratou e que não levou uma taça sequer para casa.
Há ainda quem defenda que os estaduais fazem parte da preparação dos grandes, sem perceber que até isso deixa claro que sua importância é pequena.
É possível criar outras fórmulas de manterem os estaduais vivos e os clubes pequenos atraentes. Como é hoje, apenas deixa o campeonato em estado vegetativo ano a ano.



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