Segue a tempestade no São Paulo



Esta semana Andrés Sanchez previu que o São Paulo será rebaixado no prazo entre os próximos três anos. O ex e provavelmente futuro presidente do Corinthians não é lá muito bom de previsões. Entre outras coisas ele disse que o Timão seria um do cinco maiores clubes do mundo e que os naming rights do estádio de Itaquera seriam vendidos em poucas semanas depois da obra pronta.

O clube está longe de ser o quinto maior do mundo, embora tenha sido o maior papão de títulos nacionais da última década. E todo mundo segue chamando o estádio de Arena Corinthians, da forma mais amistosa. Os mais provocadores chamam de Itaquerão, Pixulecão, etc, etc… Nada de naming rights, portanto.

Porém… os primeiros passos dados aqui e ali depois do fim do Brasileiro deixam o torcedor são-paulino com um receio de que Andrés finalmente não esteja tão fora da realidade.

Desde que o árbitro do jogo Atlético Mineiro x Grêmio apitou pela última vez no jogo e decretou oficialmente o fim do campeonato de 2017, muita gente se movimentou. Zé Roberto se aposentou no Palmeiras e já ganhou um cargo na diretoria. O goleiro Weverton, do Atlético Paranaense, está perto de ser contratado. O Furacão mesmo aproveitou que seu rival Coritiba caiu para a Série B e trouxe Carleto, lateral vencedor do Bola de Prata em sua posição.

O Corinthians acerta com o bom volante Renê Júnior do Bahia e mapeia o mercado para suprir as posições em que ficará carente pelo desmanche que se aproxima. Junior Dutra já chegou.

No São Paulo, a principal notícia pós-escapada da Série B surgiu quarta-feira. Vinicius Pinotti, o homem-forte do futebol, pediu demissão por discordar do presidente Leco.

Sua passagem pelo clube está longe de ter sido um sucesso. Foram declarações desastradas como a de que o “São Paulo é uma vitrine melhor do que o Corinthians” para justificar o irresponsável desmanche no meio do ano passado, até a contratação do problemático Centurión.

Sua saída, portanto, está longe de ser lamentada pela torcida tricolor. Por outro lado é um indicativo de que muro adentro do clube a administração segue caótica. Notícias que brotaram pós-demissão indicam que Pinotti e Leco não se entendiam. Se o presidente e o sujeito com um dos cargos mais importantes do futebol olham para direções erradas, algo muito grave está acontecendo.

Além disso, não existe momento pior para um clube não ter um homem-forte no futebol do que agora, em que o mercado de contratações está a todo vapor, que todo mundo está se mexendo e que é necessário mapear tudo para reforçar o time, além de tentar segurar ao máximo quem já está dentro.

O sonho de consumo do presidente Leco para o cargo atende pelo nome de Raí, que aceitou o desafio. O ex-craque e ídolo eterno são-paulino terá de mudar bastante sua vida para encarar o desafio. E não tem experiência anterior na função. Um executivo de futebol precisa ceder uma dedicação em tempo integral, além de saber fazer um certo jogo político e ter traquejo em negociações. Isso para não falar em boa relação com o campo. Será um desafio e tanto, portanto para Raí. De bom nisso, seu irrepreensível bom caráter e retidão de conduta ao longo da vida. É excelente, mas pode não ser o suficiente.

O torcedor são-paulino imaginou que o fim de 2017 foi o fim do sofrimento. Ainda é cedo para comemorar.



  • Charles Ubiratan

    Cara de abacaxi é amigão de molusco, todo cuidado é pouco !

  • Ben Hur

    kkkk levar em consideração oque o Andrés Sanches fala é um absurdo , sempre foi anti-qualquer outro clube que não seja o Corinthians , é óbvio que o mesmo iria querer denegrir ou colocar pilha para o Sp fosse rebaixado assim como o time dele foi , e outra ; o Sp foi quase rebaixado ………13° colocado , no final chegou até em pensar em libertadores , mais é lógico que o Sp se encontra em uma crise de identidade , sendo assim os resultados não refletem em campo.

  • José Eduardo Rocha Coqueiro

    O São Paulo só será rebaixado nos proximos 3 anos se nesse mesmo periodo ele e a turma evolvida em corrupção forem presos

  • Kk

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