Calma, Corinthians!



Final da partida, o Corinthians perde para o Bahia por 1 a 0. O goleiro Cássio, então, resolve se mandar para o ataque para tentar o empate a qualquer custo. Tudo dá errado e o sonho de voltar da Fonte Nova com pelo menos um ponto se transforma em derrota com direito a um segundo gol humilhante sofrido sem o goleiro para tentar impedir.

O ato de desespero do goleiro corintiano só serviu para duas coisas: para o Corinthians sofrer mais um gol e para demonstrar que o Timão parece muito mais desesperado do que o necessário neste segundo turno do Brasileiro. Parecia até que o empate era fundamental para as pretensões alvinegras no campeonato, o que decididamente não é verdade. A derrota de domingo faria, no máximo, com que a distância para o vice-líder diminuísse para imensos sete pontos. Nem isso aconteceu, já que o Santos apenas empatou com o Vitória ontem.

Que o desempenho corintiano despencou no segundo turno, não há quem possa duvidar. Mas paralelamente a isso, nenhum rival aproveitou a oscilação, tanto que por enquanto não há grande ameaça de perda de título. Mas mesmo assim, a temperatura pelos lados de Itaquera é a de que tudo pode ir pro beleléu a qualquer momento

É fato que Jadson caiu muito de produção, levando para o mesmo buraco outros jogadores como Rodriguinho, Jô e Romero. Os dois laterais, que foram enormes diferenciais para o Corinthians no primeiro turno, também despencaram. Fágner e Arana têm jogado muito pouco, atrapalhando a ótima saída de bola demonstrada até outro dia e travando o time. Além disso, o setor defensivo, considerado uma máquina quase perfeita na primeira metade do campeonato, dá sinais de que não está mais tão azeitado assim.Os números impressionam: em nove jogos do returno o time já levou os mesmos nove gols que levou no primeiro turno inteiro.

Acontece que não basta só o Corinthians perder pontos… os rivais têm de ganhar. E fizeram muito pouco até aqui neste sentido.

O time de Fábio Carille fez no primeiro turno do Brasileiro algo que nenhum outro time chegou nem perto de fazer em toda a história dos pontos corridos. Ele simplesmente amassou a concorrência, teve aproveitamento de 82,5%, o que é algo impressionante. A questão é que tamanha superioridade parece ter impressionado também os corintianos. E ao primeiro sinal de queda, uma tensão muito além da conta tem sido detectada.

Entre o “já ganhou” e o “já perdeu”, existe uma zona intermediária e é nesta que a cabeça dos corintianos têm de se colocar. Se o excesso de confiança pode fazer o tombo ser enorme, o excesso de pessimismo em contrapartida trava tudo.

Receita óbvia, mas que parece ter de ser repetida sempre para o corintiano: “o Corinthians caiu, mas ninguém se colocou como grande rival até agora. A distância é quase a mesma de sempre para os rivais. Desafio é levar o carro na ponta dos dedos, como faz o piloto de Fórmula 1 na última volta, quando a gasolina está acabando, mas os outros carros estão muito longe.”



  • Mario S Nusbaum

    ““o Corinthians caiu, mas ninguém se colocou como grande rival até agora. A distância é quase a mesma de sempre para os rivais” São fatos, incontestáveis. mas outro FATO (tanto que foi citado no texto) é que Jadson caiu muito de produção, levando para o mesmo buraco outros jogadores como Rodriguinho, Jô e Romero e os dois laterais, que foram enormes diferenciais para o Corinthians no primeiro turno, também despencaram. É impossível meio time cair tanto assim de produção em tão curto espaço de tempo, algo muito sério está acontecendo por lá.

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