Corinthians já tem o diagnóstico, mas ainda não encontrou a cura



Por mais que o discurso seja o de calma, é impossível não detectar que o Corinthians vive dias turbulentos. Desde o tropeço contra o Vitória em Itaquera, tudo o que treinador e jogadores têm respondido antes e após as partidas é sobre o momento do time. Exceção foram os três pontos contra a Chapecoense no meio do caminho.

O jogo contra o Racing deveria ser aquele em que o time voltaria aos trilhos sem grandes sacolejos, mas terminou de maneira contrária. O empate em casa com um segundo tempo ruim, fez a luz amarela piscar mais forte.

-Não tem alerta. Eu saio de um jogo desses sabendo de tudo que aconteceu, foi o que disse Fabio Carille ao final da partida. Ele pode saber, mas se as soluções já entraram em campo, elas ainda não foram acompanhadas de resultado. E resultado é tudo que o Corinthians precisa o mais rapidamente possível para não transformar uma queda normal em uma crise anormal.

A queda de rendimento do Corinthians passa pela queda de rendimento de dois jogadores fundamentais: Jadson e Rodriguinho, que na partida contra os argentinos pela Sul-Americana não foram bem. E se os dois não rendem, impacta no rendimento de Jô artilheiro do time, que se vê isolado, necessitando cada vez mais das investidas dos laterais e da parceria com Romero, que também caiu de produção com o time.

Carille falou que é necessário melhorar o passe, o que tem tudo a ver com o desempenho exatamente de Rodriguinho e Jadson. Sem o passe, uma das armas do Corinthians letal do primeiro turno, tudo fica mais difícil.

Mas não é só isso. Pelo segundo tempo do time, quarta-feira, há a impressão de queda física. A diferença entre os primeiros 45 minutos e os restantes foi muito grande.

E há também um dado estatístico que demonstra como tudo deu certo para o Corinthians no primeiro turno e como tudo está dando errado no segundo, pelo menos até agora. Na primeira parte do Brasileiro, o Timão necessitava de apenas sete tentativas para fazer um gol, enquanto que agora necessita de 68. Em contrapartida, os rivais precisavam chutar em média 31,4 vezes para fazer um gol no time de Carille. Este número caiu para dez.

O jogo de quarta-feira não foi pelo Brasileiro, mas várias vezes o Racing conseguiu entrar na área corintiana, o que tempos atrás era uma raridade. A ponto de o gol de Jonathan do Atlético Paranaense no primeiro turno em Itaquera, ser visto com espanto. Lembrando: ele entrou pela direita costurando a defesa e fez o gol no empate de 2 a 2. Ou seja, o sistema defensivo quase intransponível deu alguns sinais, que podem ser passageiros, de problemas.

As insistentes e obrigatórias perguntas dos jornalistas sobre a queda no desempenho do time tem incomodado os jogadores.

-Acho que confiança nós temos. Como o Cássio (o goleiro) falou, não tem que ter dúvida entre nós. Acho que temos de sair rapidamente da fase que estamos vivendo. Incomoda. Estamos errando, mas continuamos errando. É fácil entender o que estamos errando. Infelizmente, não estamos conseguindo acertar.

Talvez aí esteja o enigma ainda não desvendado sobre o Corinthians: todos lá dentro dizem saber o diagnóstico, mas a cura ainda não apareceu.



  • Facebook User

    O responsavel é a queda por falta de pagamento dos boleros.Time pobre kkkkk

  • Amadeu Mortari

    Se ambos caem de rendimento no segundo tempo, coloca o Pedrinho e o Marciel no intervalo! Depois, se não houver contusão tira o Romero e coloca o M. Gabriel, simples assim! Eu não sou técnico mas enxergo o q fazem em campo!

  • Charles Ubiratan

    Vamos acabar de enterrar o time q ganhou um estádio !

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