Brasil precisa de jogos difíceis



Endureça contra o Brasil, Colômbia

Olho: Tudo o que o time de Tite precisa neste momento é de testes difíceis

Classificada para a Copa do Mundo da Rússia, a Seleção Brasileira tem apenas mais um desafio: conseguir fazer a melhor campanha da história das eliminatórias, desde que ele começou a ser disputado no modelo de pontos corridos (2002).

A atual marca é da Argentina, que no torneio classificatório para o Mundial do Japão/Coreia do Sul fez 43 pontos em 18 jogos, com a excelente geração comandada por Marcelo Bielsa. No mundial em si fracassou e caiu ainda na primeira fase.

Para conseguir superar os argentinos, o time de Tite tem de vencer seus próximos três jogos: Colômbia hoje em Barranquilla, Bolívia em La Paz e Chile em São Paulo.

Para o bem do time de Tite, o ideal é que este recorde seja bem difícil de ser batido. Explico: a um ano da copa e com o time aparentemente no caminho mais do que certo, o time de Tite precisa neste momento é de grandes desafios. Necessita enfrentar adversários que lhe causem problemas. Alguém que marque Neymar implacavelmente, alguém que descubra falhas defensivas em um meio-de-campo talentoso e que propõe o jogo. Ou buracos nas laterais.

Não, esta não é uma torcida pelo fracasso da Seleção, mas um desejo de que quase tudo o que possa dar errado na Rússia seja testado antes.

Há um erro muito comum que é o de se sentir pronto para o mundial um ano antes de ele acontecer. Nestes momentos é que grupo são fechados e treinadores vão para uma copa do mundo com o mesmo elenco que lhe foi fiel na jornada, independentemente da qualidade técnica. Assim, Dunga foi para a Copa da África do Sul em 2010. Olhou para o banco e não sabia como mexer no time quando tomou a virada da Holanda nas quartas-de-final.

Grandes vitórias um ano antes da Copa são como uma ilusão que pode cobrar a conta lá na frente. Assim Felipão viu o seu time estraçalhar a campeã do mundo Espanha na Copa das Confederações em 2013. Um ano depois, era o Brasil estraçalhado, e de forma bem mais cruel, pela Alemanha no Mineirão.

Em 2006, o Brasil teve, talvez, sua melhor geração em muitos anos. Conquistou a Copa das Confederações em 2005 e chegou na Alemanha como franco-favorito. Em um ano, o elenco perdeu a forma física, o foco e a vaga na semifinal para a França de Zidane.

Que hoje a Colômbia cause muitas dificuldades para o time brasileiro em Barranquilla. É assim que o time que vai para a Rússia poderá se fortalecer.



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