O novo monstrengo da Fifa



A Fifa voltou a atacar e, ao que tudo indica, vai criar um supercampeonato de clubes, de quatro em quatro anos com 24 participantes de todos os continentes.

O monstrengo seria realizado no espaço da Copa das Confederações. A edição do torneio de seleções preparatório para a Copa do Mundo realizado mês passado e vencido pela Alemanha na Rússia teria sido a última da história.

Disputado nos moldes da Copa do Mundo, com primeira fase de grupos, seguida de mata-mata até o final, duraria pelo menos a metade de um mês.

Não é a primeira intervenção da Fifa na fórmula do Mundial de Clubes. Até hoje, ela não reconhece, por exemplo, todos os torneios intercontinentais de clubes que eram disputados entre o campeão da Libertadores contra o campeão da antiga Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões). Criou ela mesma um outro mundial, com fases preliminares. Este que temos hoje.

Não se sabe se anualmente estes torneios seguirão existindo. Fato é que para os times sul-americanos, o novo formato pode ser ainda mais desastroso do que é o atual, em que os europeus dominam sem nenhum grande esforço.

Imagine, por exemplo, se o critério de escolha dos times sul-americanos seja o seguinte: quatro vagas para cada um dos campeões da Libertadores do período e mais uma vaga por índice técnico, seja ele qual for. A chance de o campeão mais antigo da Libertadores no período ainda ter uma equipe competitiva é praticamente zero.

Porque no Brasil como na América do Sul em geral o domínio de um time raramente dura mais do que três anos. Porque os times são desmanchados, porque a troca de comando e de filosofia de jogo é insana, porque as contas precisam ser pagas e jogadores precisam ser negociados.

A não ser que o calendário brasileiro mude nos próximos anos e se adapte ao mundial, será impossível a participação dos times nacionais da competição. Afinal, qual a possibilidade de cinco clubes abrirem mão do Brasileiro, que estará acontecendo, para ficar em outro canto do planeta disputando um torneio?



MaisRecentes

Segue o líder



Continue Lendo

O intervalo que mudou tudo



Continue Lendo

O doping da confiança



Continue Lendo