Números torturam São Paulo e aliviam Corinthians



Defesa forte. Este é um dos pilares de uma boa campanha em um campeonato por pontos corridos. No caso do Brasileiro desde 2006 (quando passou a ser disputado por 20 clubes), o campeão sempre teve no mínimo a quinta melhor zaga da competição. Em muitas edições o time que levantou o caneco teve a defesa menos vazada.

Posto isso, é natural que na parte de baixo da tabela os números sejam exatamente opostos: há defesas vazadas em quase todo jogo e médias nada animadoras nos 44 clubes que foram rebaixados desde 2006 (são quatro rebaixados por ano).

Toda esta introdução dão um sinal de alerta cada vez mais forte para o São Paulo. O time já sofreu 33 gols e, neste momento, só está na frente neste quesito de três adversários: Vasco (34 gols sofridos), Chapecoense (35 gols até antes do jogo de ontem) e Atlético Goianiense (36 gols).

Para piorar, os números desde que Dorival Júnior assumiu o comando são tenebrosos. Foram dez jogos e 19 gols sofridos, o que dá uma 1,9 gol por jogo. É um desempenho pior do que o do lanterna Atlético Goianiense (1,6 gols por jogo até aqui).

Se este problema não for corrigido pelo treinador são-paulino e o time seguir tomando quase dois gols por jogo até o fim da competição, o time chegará ao fim do Brasileirão com incríveis 56 gols sofridos em um campeonato. Até agora na história do Brasileirão desde 2006, 30% dos rebaixados caíram sofrendo menos do que 56 gols.

No alto da tabela os números também podem ser analisados neste momento. Houve uma euforia dos rivais após o Corinthians perder dois jogos seguidos em casa para times que estão na zona do rebaixamento. Foram seis pontos jogados no lixo contra rivais frágeis, que entregam pontos para a maioria de seus oponentes. Porém, no primeiro turno o Corinthians conseguiu fazer nada menos do que 27 pontos fora de Itaquera. Fazendo uma conta simples: 26 – 6 = 20. O Timão ainda tem muita gordura acumulada fora de casa antes de entrar em desespero. Mas precisa voltar a fazer a lição de casa para não perder uma de suas maiores qualidades: a confiança.



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