Alguém imaginava Palmeiras e Galo jogando o ano em uma partida?



Nenhum torcedor atleticano esperava chegar a esta quarta-feira com tanto receio do futuro. Quando Roger Machado desembarcou na Cidade do Galo, a expectativa por uma temporada era imensa. Treinador com ótimas credenciais, um elenco estrelado, um Brasileiro em que o time se colocava como um dos favoritos ao título, uma Copa do Brasil e uma Libertadores para ser disputada.

Chegado agosto, o Galo já não tem mais Roger Machado, algumas das estrelas do grupo estão devendo muito futebol, a luta no Brasileiro está dividida entre uma nova vaga na Libertadores ou fugir do rebaixamento e a Copa do Brasil já foi. Nem mesmo o Horto, arma poderosa até outro dia, assusta mais os rivais. Mas ainda há a disputa possível: a Libertadores.

A partida desta quarta é o último fio de esperança de uma temporada digna para o Galo. E o sucesso tem de ser conquistado com um treinador que acabou de chegar (e chegou cercado de desconfiança), não teve nenhum tempo para trabalhar e depois da derrota contra o Grêmio no fim de semana fez um apelo emocionado à torcida, implorando por apoio.

Pode ter sido um elenco mal-montado ou uma expectativa sobre Roger que não se confirmou. Fato é que o Galo chega a esta quarta-feira numa situação que nenhum atleticano imaginava.

A situação do Palmeiras é um pouco menos dramática, mas o clube também acumula mais decepções do que sucesso até aqui em 2017. O jogo desta quarta também serve como esperança de que nem tudo está perdido.

A patrocinadora do clube abriu o cofre e trouxe um caminhão de jogadores. Os dois principais fracassaram, um definitivamente (Felipe Melo, que não faz mais parte dos planos) e o outro até aqui: Borja, que não conta mais com apoio da torcida. O treinador escolhido para a empreitada, Eduardo Baptista também se foi.

Pesa sobre os ombros de Cuca a missão de fazer o time não ter um ano muito decepcionante. Compreensível para quem chegou como o grande salvador da temporada.

Tanto o Galo quanto o Palmeiras imaginavam um agosto muito menos dramático do que estão vivendo. Se passarem, a pressão diminui, mas só até a disputa da próxima fase da Libertadores.



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