Corinthians pode tropeçar. Mas os outros vão aproveitar?



No dia 13 de julho, após a grande vitória do Grêmio sobre o Flamengo no Rio de Janeiro por 1 a 0, Renato Gaúcho decretou: “Anotem o que estou falando: o Corinthians vai despencar.” Dias depois ele corrigiu a frase e trocou a palavra “despencar” por “tropeçar”, mas de certa forma o impacto da frase já havia se espalhado.

O que o Corinthians fez após a “profecia” do treinador do Grêmio ficou mais perto de “tropeçar” do que exatamente “despencar”. O problema é que quem mais aproveitou este momento corintiano não foi o Grêmio.

Desde o tal dia 13 de julho, aconteceram quatro rodadas do Brasileiro. O Corinthians, de fato, foi quem menos somou pontos, ao lado do Flamengo: seis no total. Grêmio e Santos somaram oito pontos e o Palmeiras foi quem teve melhor desempenho no período: dez pontos.

Pode-se considerar que tropeços mesmo do Corinthians foram dois neste período: o empate em casa contra o Atlético Paranaense e o empate fora de casa contra o Avaí. Em compensação, o time de Carille venceu fora o Fluminense, como já fez com pelo menos dois candidatos ao título: o Grêmio no Sul e o Palmeiras no Allianz Parque. O que nos leva a crer que tudo está ainda sob controle.

Já o Grêmio fez quase tudo dentro do script: fez pontos fora de casa contra candidato ao rebaixamento (Vitória), fez três pontos obrigatórios em casa (Ponte), conseguiu um empate fora de casa contra um gigante em má-fase, mas que vem melhorando de rendimento (São Paulo). Se time que pretende ser campeão não pode perder pontos em casa contra adversários diretos, dá para dizer que o empate contra o Santos na Arena Grêmio não foi o melhor dos resultados, sobretudo para quem precisa caçar o líder. Mas não está fora do normal e a média de dois pontos por jogo foi atingida.

O Flamengo, que tinha uma tabela complicada no período, sofreu e fez seis pontos, mas não há também nenhum resultado fora do script.

Por fim, o Palmeiras. Uma tabela confortável lhe deu ótimo desempenho no período. Mas a distância para o líder Corinthians é de gigantescos 12 pontos.

O problema parece não ser o Corinthians despencar ou mesmo tropeçar. Mas a obrigatoriedade de os outros fazerem quase o impossível, ou seja: terem a partir de agora um desempenho “corintiano”.



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