Decifrando o Corinthians?



A grande discussão do Brasileiro no momento consiste em decifrar o Corinthians. As razões de sua campanha espetacular, formas de enfrentá-lo e, no meio disso tudo, como furar um bloqueio defensivo muito bem organizado.

O empate que o Atlético Paranaense conquistou no Itaquerão sábado dá algumas pistas, pequenas é verdade, do que é possível fazer.

As estatísticas da partida indicam, ao menos, alguns números que podem servir como base para quem enfrentar o Timão até o fim do campeonato.

Um dado interessante é no número de cruzamentos. O Furacão cruzou apenas dez vezes na área do rival. Acertou duas. Este é um número de alçadas na área que o Corinthians vinha produzindo e a explicação é simples: número excessivo de cruzamentos indica a incapacidade de se trabalhar corretamente a bola. Quanto menos se sabe o que fazer, mais vezes se vai chutar para dentro da área para ver o que acontece.

Curioso neste jogo é que o próprio Corinthians teve um número de cruzamentos bem maior do que a sua média: foram 29 bolas alçadas na área, sendo apenas seis certas. Ainda longe de números assombrosos como os 50 cruzamentos já registrados em algumas partidas de outros times neste Brasileiro. Mas para o padrão corintiano, 29 é um número alto.

O gol que abriu o placar para o Atlético Paranaense também é um ponto interessante a se destacar porque fugiu do padrão que os times tentaram até aqui para furar o bloqueio. Ele veio de uma linda jogada individual de Jonathan, que passou por três adversários até ficar cara a cara com Cássio e tocar no canto. Bagunçou a estrutura defensiva do Corinthians.

No meio da semana passada o Palmeiras tentou fazer o mesmo, sobretudo com Dudu. Não funcionou e o time passou a cruzar bolas na área, facilitando a vida do Timão.

Claro que nem sempre aparecerá um inspirado Jonathan para fazer um golaço. Mas foi desta forma que o bloqueio foi furado. Não é diferente do que acontece na Europa, quando times estrelados furam defesas bem postadas graças às individualidades.

Não dá também para ignorar o fato de que o Corinthians jogou desfalcado de três jogadores importantes. Com os titulares, a história seria a mesma? Não dá para saber. Mas o sucesso do Furacão em Itaquera dá subsídios a mais do que o simples “uma hora vai perder” que vinha sendo falado até então.



  • Nivaldo Fonseca

    Cara, eu até gostava desse Tironi na ESPN. Quando li, parei também. Mais um anti Corinthiano para não ler. Nem assistir na TV.

  • Bruno Robles Paschoal

    Parei de ler quando escreveu “itaquerão” ..
    A irresponsabilidade da mídia em colocar apelidos para um estádio já batizado como Arena Corinthians é tão infantil quanto uma criança apelidando outra no jardim de infância. Seja profissional amigo.

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