No São Paulo, vencer está em segundo plano



O São Paulo, que durante anos foi classificado como um clube obcecado por conquistas, se transformou em um clube-vitrine. Ainda falta uma declaração oficial neste sentido para deixar as coisas mais claras. Alguns dirigentes até deixaram escapar frases constrangedoras nos últimos tempos, mas não vieram ainda a público com todas as letras. Mas o fato é que o foco principal é formar e vender jogadores. O desempenho esportivo não está mais em pauta.

Ontem, foi sacramentada a venda de Thiago Mendes para o Lille, da França. O jogador veio a público dizer que sempre teve o sonho de jogar na Europa e pediu para sair. Nos dias anteriores, cartolas já preparavam o terreno com frases do tipo “quando o jogador quer sair não há nada que o segure.”

Acreditar nisso é olhar apenas a superfície da questão. Competitivos por natureza, atletas gostam de ganhar. Mas precisam de estímulo. Precisam ver ao seu redor (e sobretudo acima dele) o desejo de vencer, para então colocar isso como prioridade. Se o ambiente em que o jogador está não há o desejo de levantar taças, ele vai atrás das conquistas pessoais: dinheiro, Europa… abre mão de vencer esportivamente e deposita todas as suas energias para vencer financeiramente/culturalmente.

Um exemplo: o que mais além do desejo de conquistas levou os jogadores do Corinthians a ficarem 10 meses sem salários em 2015 e ainda assim levantarem o título brasileiro? (com direito aos 6 a 1 contra o próprio São Paulo, o clube-vitrine). Se está correto não pagar salários? Obviamente não. Mas havia ali um desejo estimulado de vitórias que serviu como analgésico para os problemas.

O São Paulo rema na direção inversa. Passa diariamente o recado de que vestir esta camisa significa grandes oportunidades futuras na carreira ao atleta. Foi o que disse Vinícius Pinotti com outras palavras outro dia ao se orgulhar do fato de o clube vender bem. Quando um atleta ouve isso do seu chefe, naturalmente passa a ter isso como prioridade na carreira.

O desmanche realizado pelo São Paulo em 2017 é um crime contra qualquer possibilidade de se montar um time competitivo. Apontar as armas para Rogério Ceni é de uma injustiça gigantesca. Compare Ceni e Carille e veja quem tem nas mãos um grupo praticamente idêntico ao que iniciou o ano. Os resultados não aparecem por acaso e, por trás deles, há um desejo de sucesso esportivo. Há anos, o São Paulo não tem este desejo e sua diretoria não trabalha para que seus jogadores tenham. Parece óbvio que isso reflete dentro de campo.



  • Fabio Denis

    Problema do sao paulo é o rogerio n é desmanche o burro perdeu time quando tirou gilberto pra colocar o prato gilberto marcava gols quase todos jogos é tanto q é artilheiro até agora do ano prato pq tem salario alto e nome n pode sair nem ser substituido outra coisa tinha os capitão antigos tirou pra colocar o prato perdeu o grupo jogadores n corre mais por ele prato 5 jogos sem marca cuevas n quer jogar lugano é outro tem q para n da mais n consegue marca ninguem ontem guerreiro passou ele so olhou n treina parte tatica ficou inventando moda com auxiliar ingles e n da treino pra arrumar erros de posicionamentos e coberturas e alguns jogadores corre pra n chegar n vai no 1 2 tenso tendencia e ficar sofrendo apesar q n cai pq o time n é ruin de tudo kkkk

  • Fiel Sempre

    “… jogadores do Corinthians a ficarem 10 meses sem salários em 2015″… não é vdd, Tironi! Foram 5 meses de atrasos em parte dos direitos de imagem de alguns jogadores! Ou passa a informação correta ou não cite o Coringão, faz favor!

  • JARARACA VERDE

    Bambi FC ganhavam títulos antes pq os rivais enchiam os bolsos deles jogando no Natelzão e todos os shows eram lá. Eles dominavam pq tinham mais $$. Era o tal “modelo de gestão”. Mas o tempo passou e os rivais se modernizaram, vieram as novas arenas…que apoiadas pelas fanáticas e consumistas torcidas do Porco e Gambá, deixaram o Bambi pra trás. Hj não conseguem vencer um simples Paulista, que aliás não vencem há mais de uma década. Pq pra vencer terá que derrubar os rivais… que são mais fortes. Se não conseguem vencer um simples Paulista, imagine uma Copa do Brasil (nunca conquistaram) ou o dificílimo BR. E isso vai continuar por muitos anos, pq o poder financeiro (a nível nacional) de Palmeiras e FlaGlobo está bem acima. E restou pro Bambi vender, vender, vender. E o pior, estão enxugando gelo…pq a dívida sempre está no patamar de 300 mi. E faz tempo!! Eles precisam vender só para pagar salários de jogadores e juros das dívidas bancárias.

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