Campanha do Corinthians é um tapa na cara geral



Pessoas que acreditaram no Corinthians no começo do ano. Onde vivem? O que comem? É nesta sexta, no “Globo Repórter.”

A campanha do Corinthians é tão impressionante até aqui que muita gente esquece que antes de a bola rolar, encontrar alguém confiante era como cruzar com um dinossauro no meio da rua. Provavelmente apenas comissão técnica e jogadores acreditaram que sim, era possível fazer um bom papel na temporada. Achar alguém que apostasse no título paulista e no desempenho assombroso no Brasileiro é tarefa ainda mais complicada.

A verdade é que o que o Corinthians faz até agora no ano é um tapa na cara geral.

Tapa na cara dos rivais: clubes contrataram verdadeiras seleções, outro apostou em um ídolo no comando técnico, outro na continuidade do trabalho… mas o que deu certo até agora foi um auxiliar que virou treinador do time principal sem querer e um elenco que era ridicularizado por todos.

Tapa na cara dos próprios corintianos: Pablo do Qual é a Música, técnico estagiário, Jô Balada, Romero horroroso… a definição da própria torcida para alguns dos jogadores que vêm comendo a bola no Corinthians partiu da própria torcida. Hoje eles viraram ídolos novamente.

Tapa na cara da diretoria: fez tudo errado e deu tudo certo. Antes de Carille, apostou em Cristovão Borges, Osvaldo de Oliveira… a chance ao auxiliar só surgiu após recusa de Reinaldo Rueda e outros.

Tapa na cara da imprensa: aponte um jornalista que pudesse imaginar um desempenho parecido com esse do Corinthians. É praticamente impossível (eu também estou no time que quebrou a cara).

Tapa na cara da posse de bola: até aqui, o Corinthians de Carille teve menos posse de bola em metade dos jogos do Brasileiro (alguns em casa, inclusive). Há anos, o Timão é um dos poucos times do Brasil que não foi seduzido pelo papo de “propor o jogo”.

Claro, ainda há muito tempo pela frente, são três quartos de campeonato a ser disputado ainda e tudo pode acontecer. Se o desempenho desabar, o time não ficar nem entre os primeiros (o que acho difícil), eles reaparecerão dizendo: “Eu sabia que este time era fraco e que o Carille só teve sorte.”



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