O ‘fracasso’ de Guardiola



Guardiola terminará sua primeira temporada na Inglaterra com a sombra do fracasso. O Manchester City não será campeão da Premier League nem de nenhuma das copas do país e também já está eliminado da Liga dos Campeões. O time ainda está na briga para abocanhar uma vaga na próxima Champions e isso será o máximo que o catalão conseguirá.

Outros números reforçam a palavra fracasso. Será a primeira vez na carreira que Pep terminará uma temporada sem levantar nenhum título nos últimos oito anos de sua carreira. Além disso, seu time sofreu 37 gols, recorde negativo dele em uma competição nacional.

Para completar, ele viu nesta terça-feira e verá nesta quarta-feira pela TV as performances de Zidane, Simeone, Allegri e Leonardo Jardim, os quatro semifinalistas da Liga dos Campeões.

Todos estes dados fazem com que muitos esfreguem as mãos e decretem: “Guardiola não é tudo isso. Na Espanha eu também ganho”, como se toda a revolução promovida pelo treinador nos últimos anos fosse apenas resultado de um elenco bom e um campeonato em que existem poucos times realmente fortes.

No Brasil, muita gente (treinadores inclusive) falam que trabalhar na Europa é fácil. Difícil mesmo é encarar o calendário brasileiro, a falta de jogadores talentosos, a falta de estrutura, a insegurança dos cartolas, distâncias continentais, etc, etc… Se realmente na Europa é tudo mais simples, o que explica o fracasso de Guardiola em sua primeira temporada no futebol inglês?

Um elenco estrelado (mas não equilibrado), um campeonato nacional muito parelho, com outros times fortes e treinadores de primeira linha, podem ser parte da explicação. Em resumo: o “fracasso” de Pep em seu primeiro ano é mais fruto da força dos campeonatos de que ele participa do que da incapacidade do técnico.

Não é necessário ir até a Europa para saber como é difícil montar um time competitivo, seja com elenco forte ou não. Rogério Ceni e Eduardo Baptista estão aí para comprovar. Ainda estão construindo seus times. Nem por isso pode-se dizer que fracassaram, afinal, a parte que interessa do calendário ainda está para acontecer.

Ser treinador é complexo. Até Guardiola pode ser colocado à prova.



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