Palmeiras: o time que não pode perder



São dezenas de equipes no Paulista, mais dezenas na Copa do Brasil, mais um punhado grande na Libertadores e outros tantos no Brasileirão. E há uma verdade incontestável: apenas um será o vencedor de cada um destes campeonatos. Claro que existe a chance de um mesmo time abocanhar dois ou mais torneios. Mas a não ser que aconteça algo completamente fora do roteiro, cada taça vai para a sala de troféus de apenas um clube.

E há uma percepção que a cada dia vai se aproximando de ser uma verdade incontestável. O fracasso não pode nem sequer passar perto de um dos times brasileiros, no caso o Palmeiras.

O time de Eduardo Baptista deu adeus ao Paulista com a eliminação para a boa Ponte Preta. E as cornetas soaram pelos lados da Academia, como já haviam soado após derrota para o Corinthians. Em três jogos seguidos na Libertadores, o Palmeiras flertou com o fracasso (jogos contra Jorge Wilstermann, Peñarol no Allianz Parque e de novo o Peñarol em Montevidéu). Nos três casos, o Palmeiras venceu depois de jogar mal boa parte do tempo e o tom das críticas, que ficou alto, arrefeceu com os três pontos heroicos conquistados em cada partida.

A ótima situação financeira somada às contratações milionárias que resultaram em um esquadrão absurdamente estrelado fazem com que a “conquista” seja uma obrigação no Verdão, por mais que isso soe absurdo, considerando que o clube conquistou dois títulos nacionais relevantes nas últimas duas temporadas.

Isso está absolutamente claro na reação bipolar da torcida dependendo dos resultados e na tensão clara que se vê em jogadores, dirigentes e treinador.

O Palmeiras terminou o primeiro tempo do jogo de quarta-feira contra o Peñarol perdendo por 2 a 0 e levando um verdadeiro baile em campo. No segundo tempo, as boas alterações feitas por Eduardo Baptista mudaram o panorama e o placar virou. Quem entrasse nas redes sociais no intervalo teria a certeza de que o treinador é péssimo e deveria ir embora do clube. Quem entrasse nas mesmas redes sociais ao final da partida veria exaltação à reação épica. Se ao fim do primeiro tempo o inimigo estava dentro da Academia, ao final estava fora, com microfone na mão.

O desabafo nervoso de Eduardo Baptista após à partida não pode ser creditado apenas a uma informação publicada e que ele nega que seja verdadeira. É mais do que isso. Também deve ser creditada à pressão que ele sofre a cada dia, a cada treino, a cada gol sofrido, a cada chute que um atacante dá no copo de água quando é substituído. Compreensível sua atitude após uma vitória heroica e após tudo o que aconteceu depois do apito final.

Como disse Alexandre Mattos na quarta-feira, desentendimentos em treinos são absolutamente normais em todos os clubes. Assim, soa estranha a reação da cúpula palmeirense às notícias sobre uma discussão entre Felipe Mello e Roger Guedes. Se é uma coisa normal, como a divulgação de uma notícia como essa poderia atrapalhar o dito bom ambiente no clube? Mais uma vez, é a pressão a que o Palmeiras tem sido submetido.
O ano será longo e muito difícil para todos os times brasileiros envolvidos em tantas competições dificílimas. Para o Verdão há um ingrediente a mais: é o time que não tem o direito de perder.



MaisRecentes

Até mais!



Continue Lendo

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo