Ainda é cedo para tudo



Os estaduais estão chegando ao fim (aleluia!). Muita gente ficou pelo caminho e as análises sobre elencos e treinadores começam a pipocar. Tal treinador está indo bem? Tal elenco é bom mesmo? Mas a pergunta mais difícil a ser respondida é: “quando o trabalho de um time (e de um treinador) pode começar a ser avaliado?”

Hoje, terça-feira, 25 de abril de 2017, dá para dizer que Carille vai bem, Mano Menezes também. Os dois são finalistas dos estaduais de São Paulo e Minas Gerais. Mano ainda segue vivo na Copa do Brasil.

Rogério Ceni está sob a mira dos críticos. Eduardo Baptista também e até o atacante Borja, que ainda não entregou o que se imaginava.

O Inter de Antonio Carlos segue vivo no Gaúcho e Copa do Brasil, mas as duas classificações vieram após disputas de pênaltis.

Grandes times do futebol brasileiro disputaram campeonatos diferentes (os estaduais) e pouco se encontraram em confrontos diretos nos torneios em que outros grandes estão (Copa do Brasil e Libertadores). Portanto, a base de comparação é muito contaminada. Ainda assim, já existem análises (precipitadas) do potencial de cada um.

Um ano? O fim do primeiro turno do Brasileiro? Agora? Quando será possível saber se o trabalho de Eduardo Baptista é bom e vai dar frutos? O mesmo vale para Roger Machado, Rogério Ceni… e todos aqueles que começaram em janeiro de 2017.

O futebol brasileiro nos últimos anos está repleto de exemplos de campeões estaduais que fracassaram no Brasileiro. O Vasco talvez seja o grande último exemplo. Não é só porque os estaduais não são a base de análise definitiva, mas porque há o amadurecimento de um trabalho que pode demorar mais, menos ou nem acontecer. Ou ainda o ápice de um time pode chegar muito cedo.

Há ainda um outro ponto. Cada vez mais se sabe menos do que acontece dentro dos clubes durante a semana. Treinos são fechados, análises de desempenho não são reveladas à imprensa e ao torcedor. Quem pode garantir que o fracasso de um time é definitivo ou que a construção de uma equipe ainda está em andamento?

São muitas perguntas, dúvidas e incertezas para análises definitivas. Os sobreviventes até aqui merecem comemorar o ponto aonde chegaram. Os derrotados podem respirar fundo e pensar que ainda há muito pela frente.



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