É o melhor. Não é mais. É de novo



A torcida palmeirense ficou eufórica com duas vitórias conquistadas na bacia das almas na Libertadores, a primeira contra o fraco Jorge Wilstermann, a segunda contra o Peñarol. Semanas antes disso, o time tinha atropelado o São Paulo no Paulistão e uma nuvem cinza que surgia pelos lados do Palestra após a derrota para o Corinthians (que jogava com um a menos) se dissipou.

No último fim de semana, uma derrota acachapante para a Ponte Preta já colocou e volta algumas dúvidas sobre o potencial do time.

Pelos lados do Morumbi, o começo de ano arrasador deixou o torcedor empolgado. Estádio com bom público muitas vezes, vitórias maiúsculas contra Santos e Ponte Preta trataram de deixar o clima bom. Veio a derrota para o Palmeiras, vieram jogos mais ou menos contra pequenos no Paulista e vieram duas pauladas em sequência: as derrotas para o Corinthians e para o Cruzeiro nos jogos de ida da Copa do Brasil. Mas quarta-feira, o ótimo jogo contra a Raposa no Mineirão (apesar da eliminação) reacenderam a esperança e agora já tem gente pensando que a missão impossível de domingo em Itaquera não é tão impossível assim.

O Corinthians com seu jogo de segurança começou o ano sob desconfiança, mas a invencibilidade nos clássicos locais, a excelente vitória contra o São Paulo semana passada e o bom jogo de ida contra o Inter na Copa do Brasil fizeram com que o torcedor começasse a olhar com mais otimismo. A eliminação em Itaquera (mais uma) nos pênaltis quarta-feira para o Colorado tratou de baixar o ânimo.

O começo de temporada do futebol brasileiro tem tantos jogos de tantas competições, que o melhor time de hoje vira o pior no dia seguinte. O panorama nesta sexta-feira é o seguinte: Carille não é tão bom assim, Ceni mostrou que pode evoluir e Eduardo Baptista precisa entregar mais. Nada que uma classificação palmeirense contra a Ponte amanhã e outra do Corinthians domingo não mude toda a avaliação.

Esses diagnósticos malucos não são privilégio do futebol paulista. Antes do segundo confronto com o Corinthians, o Inter já ameaçava entrar em crise. O trabalho de Antonio Carlos vinha sendo questionado porque também no Gaúcho o time ainda não rendeu o que pode. A classificação nos pênaltis na Copa do Brasil mudou a cor de tudo. Para os dois lados.

Semana passada o Fluminense perdeu para o Goiás no jogo de ida na Copa do Brasil. Ontem venceu e se classificou. E a turma de Abelão ganhou outro frescor para encarar as semifinais do Estadual, este campeonato que “não vale nada” (e não vale mesmo), mas é um pote de crise pronto a ser aberto a qualquer momento.

Santos e Galo também vivem momentos estranhos. Nenhum dos dois ainda fez um grande jogo contra adversários grandes. E nos dois casos, a esperança era enorme: o Peixe pelo elenco e pela manutenção do trabalho. O Galo pelo elenco e pelo promissor treinador. Nos dois casos, ainda falta uma demonstração de força.

Guuarde esta coluna e releia após a rodada do fim de semana. No mundo pipolar do futebol, ela pode parecer uma grande piada na segunda-feira.



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