Posse de bola: ter ou não ter?



Foi o Barcelona de Guardiola que reacendeu um debate recorrente no futebol: o de ter ou não a posse de bola para alcançar vitórias e títulos. Aquele extraordinário time relembrou o mundo que sim, continuava possível construir um time que impusesse seu jogo contra os rivais tendo como princípio o controle da redonda.

Antídotos surgiram, aquele Barcelona não existe mais, mas o desejo pela bola permanece vivo por aí com muito menos qualidade e perfeição e isso não dá nem para começar a comparar.

Vivemos no futebol brasileiro o encanto da posse de bola. São muitos os times que têm feito disso a sua maneira de jogar. E em alguns confrontos decisivos que surgiram e outros que surgirão nos próximos dias mais uma vez o duelo entre comandar a bola x comandar o espaço estará presente.

O último exemplo aconteceu na noite de segunda-feira. O Santos, fiel ao seu estilo de posse encarou a Ponte, que lutou em seu campo de defesa. No tempo normal o Peixe venceu, mas perdeu nos pênaltis a classificação.

Corinthians e São Paulo se enfrentarão no fim de semana pela semifinal do Paulista. E olha aí o duelo de novo entre um Tricolor faminto pela bola contra um Timão obcecado por fechar os espaços na defesa.

Amanhã no Maracanã teremos outro exemplo. O Flamengo terá a bola e com o domínio dela tentará passar pela forte defesa do Atlético Paranaense.

O Santos acaba de viver sua primeira eliminação importante no ano. Se não foi o suficiente para derrubar Dorival Júnior, está claro que ele no mínimo está um pouco menos firme no cargo. No Fla, há um tempo já se vê torcedor reclamando de Zé Ricardo.

Tanto em um caso quanto em outro, não se pode confundir o trabalho que vem sendo desenvolvido com o tipo de jogo em que se acredita. (e nos dois casos, entendo que os trabalhos são bons). Não é o excesso de bola no pé que atrapalha.

Times que fizeram sucesso nos últimos tempos no Brasil sem ter a posse de bola passaram uma falsa impressão de que este é o único tipo de jogo vencedor. O tipo de jogo vencedor pode ser qualquer um, desde que bem feito.



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