Estaduais: a realidade destrói o sonho



‘Hoje estive em Taquaritinga para enterrar o meu tio Tyrso que me ensinou a amar o Clube Atlético Taquaritinga. O estádio antigo era no fundo da casa dele e, de noite, a gente podia ouvir a torcida quando ainda não tínhamos idade para ir ao estádio. Lembro de assistirmos a uns jogos na campanha da subida para a Primeira Divisão, em especial uma vitória histórica sobre o Jaboticabal e a realização de um sonho de apenas 70 anos. Depois do acesso, a cidade inteira se mobilizou e construiu o Taquarão em 90 dias. Valeu tio, explica para esses caras que os Estaduais devem ser preservados. Estou chorando num posto de gasolina.’

Este bloco de texto pulou na tela do meu celular domingo, às 18h17. Era a mensagem de um grande amigo meu, que adora futebol como eu, mas, diferentemente de mim, adora também os campeonatos estaduais.

Sempre travamos grandes e ótimas discussões sobre o tema. Minha defesa é a de que este modelo atual não ajuda, apenas mantém os pequenos em coma. A dele é a de que a morte destes campeonatos será a morte de parte da cultura do interior, além dos clubes.

A história do meu amigo com raízes em Taquaritinga é emocionante e como esta é possível encontrar várias. Eu mesmo fui ao estádio pela primeira vez na vida para assistir a uma final de segunda divisão estadual, em que o time da minha cidade natal disputava o acesso. Nunca me esqueci disso e posso detalhar muita coisa daquele dia. Mas a pergunta que faço é: se esta foi a minha primeira relação com um estádio de futebol e se foi tão marcante, por que eu não me conectei a este clube mesmo que depois eu tenha passado a torcer para um gigante brasileiro?

Não teria faltado ali uma forma de laçar um potencial torcedor, livre de qualquer vício ou influência externa?

O estadual do sonho do meu amigo é o do exemplo do Taquaritinga naquele curtíssimo período dos anos 80. Cidade mobilizada, estádio cheio (não apenas quando um grande aparece), rivalidades locais. A realidade está mais para o que ocorreu com o Linense, que preferiu jogar longe da sua comunidade por uma renda maior. Ou do próprio Taquaritinga, que sobrevive por aparelhos na quarta divisão paulista.

Fases iniciais regionalizadas, maior apoio da federação, entrada dos grandes apenas na fase final… ideias estão na mesa para transformar o que hoje é um mico em algo relevante. Mas quem tem interesse em tirá-las do papel?



  • Luiz Carlos Silva

    PROPOSTA DE CALENDÁRIO E FORMATO DE COMPETIÇÕES PARA O FUTEBOL BRASILEIRO, SUL-AMERICANO E MUNDIAL

    CAMPEONATO BRASILEIRO
    MARÇO A SETEMBRO (30 DATAS)
    SÉRIE A
    Disputada por 16 clubes em turno e returno, classificando do 1° ao 7° para a Copa Libertadores da América, do 8° ao 14° para a Copa Sul-Americana e os dois últimos colocados serão despromovidos para a Série B.
    SÉRIE B
    Disputada por 16 clubes em turno e returno, os dois primeiros colocados serão promovidos à Série A e os dois últimos colocados serão despromovidos para a Série C.
    SÉRIE C
    Disputada por 16 clubes em turno e returno, os dois primeiros colocados serão promovidos à Série B e os três últimos colocados serão despromovidos para a Série D.
    SÉRIE D
    Disputada por 16 clubes em turno e returno, os três primeiros colocados serão promovidos à Série C e os três últimos colocados serão despromovidos para a Série E.
    SÉRIE E
    Disputada por 16 clubes em turno e returno, os três primeiros colocados serão promovidos à Série D e os quatro últimos colocados serão despromovidos para o Campeonato Nacional.

    CAMPEONATO NACIONAL
    MARÇO A NOVEMBRO (46 DATAS)
    Seria disputada por 320 clubes, divididos em 32 grupos de 10 clubes, em quatro turnos, dois de ida e dois de volta. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná teriam dois grupos e os demais estados apenas um grupo. Para a Segunda Fase classifica o campeão de cada grupo, 16 grupos de dois clubes, os vencedores classifica para as oitavas, os vencedores das oitavas se classifica para as quartas, os vencedores das quartas se classifica para as semi- finais e os vencedores das semi-finais farão a final. A partir da 2a fase os jogos serão eliminatórios em ida e volta. Os quatros primeiros são promovidos para a Série E do Campeonato Brasileiro.

    COPA DO BRASIL
    OUTUBRO E NOVEMBRO (15 DATAS)
    Disputada pelos 80 clubes do Campeonato Brasileiro (Séries A, B, C, D e E). Na 1a fase os clubes serão divididos em 16 grupos de 5 clubes (Cada grupo terá um clube de cada Série do Campeonato Brasileiro), disputada em turno único, classificando os dois primeiros colocados de cada grupo para a 2a fase. A partir da 2a fase, o sistema de disputa será eliminatório, em jogos de ida e volta, sendo cinco fases (Dezesseis avos,oitavas, quartas, semi e final). O Campeão é promovido para a Libertadores do ano seguinte.

    COPA DA LIGA
    MARÇO A SETEMBRO (16 DATAS)
    Disputada por 64 clubes das séries A, B, C ,D e E que ficaram fora das Copas Continentais (Libertadores e Sul-americana), na 1a fase os clubes serão divididos em 16 grupos de 4 equipes, disputada em turno e returno, classificando os dois primeiros colocados de cada grupo para a 2a fase. A partir da 2a fase, o sistema de disputa será eliminatório, em jogos de ida e volta, sendo cinco fases (Dezesseis avos,oitavas, quartas, semi e final). O Campeão disputará a Copa Sul-americana do ano seguinte.

    COPA NACIONAL
    MARÇO A SETEMBRO (14 DATAS)
    Disputada pelas 320 equipes do Campeonato Nacional, divididos em 64 grupos de 5 clubes, apenas em jogos de ida. Classificando o campeão de cada grupo para a fase seguinte, que será disputada em jogo único, a partir das oitavas será disputada em jogos de ida e volta, com exceção da final que será em jogo único e em local neutro. O campeão disputará a Supercopa Nacional.

    SUPERCOPA DO BRASIL
    Disputada pelo Campeão da Série A e o Campeão da Copa do Brasil, em jogo único.

    SUPERCOPA DA LIGA
    Disputada pelo Campeão da Série B e o Campeão da Copa da Liga, em jogo único.

    SUPERCOPA NACIONAL
    Disputada pelo Campeão do Campeonato Nacional e o Campeão da Copa Nacional, em jogo único.

    COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA
    MARÇO A OUTUBRO (16 DATAS)
    Disputada por 48 clubes, sendo 8 do Brasil, 8 da Argentina, 4 do Uruguai, 4 do Paraguai, 4 do Equador, 4 da Colômbia, 4 do Chile, 4 da Venezuela, 4 do Peru e 4 da Bolívia. Na 1a fase, em turno e returno, os 48 clubes serão distribuídos em 12 grupos de 4 clubes, classificando os dois primeiros colocados de cada grupo, mais os 8 melhores terceiros lugares para a 2a fase. A partir da 2a fase, o sistema de disputa será eliminatório, em jogos de ida e volta, sendo cinco fases (Dezesseis avos,oitavas, quartas, semi e final). Os três primeiros colocados disputarão o Mundial de clubes da FIFA no mês de dezembro.

    COPA SUL-AMERICANA
    MARÇO A OUTUBRO (16 DATAS)
    Disputada por 48 clubes, sendo 8 do Brasil, 8 da Argentina, 4 do Uruguai, 4 do Paraguai, 4 do Equador, 4 da Colômbia, 4 do Chile, 4 da Venezuela, 4 do Peru e 4 da Bolívia. Na 1a fase, em turno e returno, os 48 clubes serão distribuídos em 12 grupos de 4 clubes, classificando os dois primeiros colocados de cada grupo, mais os 8 melhores terceiros lugares para a 2a fase. A partir da 2a fase, o sistema de disputa será eliminatório, em jogos de ida e volta, sendo cinco fases (Dezesseis avos,oitavas, quartas, semi e final). O campeão disputará o Mundial de clubes da FIFA no mês de dezembro.

    RECOPA SUL-AMERICANA
    Disputada pelo campeão da Copa Libertadores e pelo campeão da Copa Sul-Americana no mês de março.

    MUNDIAL DE CLUBES DA FIFA
    DEZEMBRO (5 DATAS)
    Disputado por 16 clubes, sendo 4 da Europa, 4 da América do Sul, 2 da África, 2 da Ásia, 2 da CONCACAF, 1 da Oceania e 1 do país sede. Na 1a fase, os 16 clubes serão distribuídos em 4 grupos de 4 de clubes, classificando apenas o primeiro colocado de cada grupo para as semi-finais, os vencedores das semi-finais fazem a final.

    OBSERVAÇÕES
    – Janeiro : Pré- temporada.
    – Fevereiro: Reservado para as seleções disputarem as Eliminatórias, Copas Continentais ( Copa América, Eurocopa, etc) e Copa do Mundo.
    – Os 400 clubes teriam um calendário de março a novembro, disputariam no mínimo 40 jogos e no máximo 60, excetuando-se os jogos comemorativos de abertura de temporada ( Supercopa do Brasil, Supercopa da Liga, Supercopa Nacional e Recopa Sul-americana).
    – Os 16 Clubes que disputassem as Copas Continentais (Libertadores e Sul-Americana) fariam no mínimo 40 jogos (30 pelo Campeonato Brasileiro, 4 pela Copa do Brasil e 6 pela Copa Continental) e no máximo 60 jogos (30 pelo Campeonato Brasileiro, 14 pela Copa do Brasil e 16 pela Copa Continental).
    – Os 64 Clubes que ficarem​ fora das Copas Continentais (Libertadores e Sul-Americana) fariam no mínimo 40 jogos (30 pelo Campeonato Brasileiro, 4 pela Copa do Brasil e 6 pela Copa da Liga) e no máximo 60 jogos (30 pelo Campeonato Brasileiro, 14 pela Copa do Brasil e 16 pela Copa Liga).
    – Os 320 Clubes que disputassem o Campeonato Nacional fariam no mínimo 40 jogos (36 pelo Campeonato Nacional e 4 pela Copa Nacional) e no máximo 60 jogos (46 pelo Campeonato Nacional e 14 pela Copa Nacional).
    – Dezembro seria disputado o Mundial de Clubes e férias para os jogadores.

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