É “mimimi” ou tem preconceito?



“O futebol está chato” virou a frase mais falada no mundo do futebol nos últimos tempos. Tudo porque uma onda de patrulhamento e proibições entrou em cena na mesma medida em que os provocadores não souberam enxergar limites. O problema, dos dois lados está no excesso.

Domingo, o são-paulino Maicon fez um gol no clássico contra o Corinthians e na comemoração teria imitado uma galinha, apelido pejorativo dado à torcida do Timão. Foi punido pelo árbitro com o cartão amarelo por uma suposta provocação que poderia incitar a violência. Violência dentro do estádio não poderia ser provocada, afinal, era mais um triste jogo de torcida única. Mas vamos em frente.

Até Rodriguinho, do Timão, achou exagero o cartão. E foi dele a frase o “Futebol está chato” desta rodada.

O limite entre provocação e ofensa é muito nebuloso. O que é ofensivo para alguns, é apenas brincadeira para outros. Por isso, muitas vezes é difícil se posicionar em um lugar razoável sobre este tema. Ou exageramos para um lado ou para o outro.

O cartão para Maicon é o exemplo do exagero para um lado. No entendimento de muitos, foi uma provocação normal do futebol. As palavras provocativas de Felipe Melo sobre a Vila Belmiro não ser um alçapão vão na mesma linha. Uma provocação normal que, no máximo, alimenta conversas na internet, no bar e nas mesas redondas da TV.

Bem diferente de manifestações racistas e preconceituosas que toda hora surgem nos estádios e devem ser combatidas sempre. O problema é que nem todo mundo consegue perceber racismo ou preconceito quando alguém é xingado de “macaco” ou de “bicha”. Colocam no mesmo balaio de uma provocação normal. E não é.

Arbitragem

Os clássicos são maiores dos que os campeonatos estaduais, mas dois deles no fim de semana foram marcados por arbitragens muito ruins. As federações acabaram de ganhar mais poder dentro da CBF com o golpe secreto no estatuto. São as federações e a CBF as responsáveis pela melhoria na arbitragem. Parecem assuntos distintos, mas não são. Os clubes seguem apenas assistindo e fingindo alguma indignação.



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