Jogo bom. No Brasil



Teve a final da Taça Guanabara outro dia, um 3 a 3 eletrizante. E neste fim de semana aconteceu clássico entre Santos e Palmeiras. São dois exemplos do que se vem falando há tempos: os clássicos dos estaduais, atualmente, são muito maiores do que os próprios campeonatos. São por causa deles que estes torneios ainda despertam algum interesse.

E esta percepção ficou clara de novo no excelente duelo de domingo na Vila Belmiro. O Palmeiras foi o vencedor, mas não seria surpresa se o Santos vencesse ou se houvesse um empate com muitos gols.

É interessante quando se assiste a uma partida e a proposta de jogo de cada time está bem clara. O Peixe foi fiel à sua característica e manteve a posse de bola. Sempre tentou sair jogando de dentro da sua área, tentou construir seus ataques. O Palmeiras apostou no jogo reativo: deixou o adversário ter o domínio das ações para contra-atacar em estocadas perigosíssimas. Eduardo Baptista parece ter encontrado até aqui uma forma de atuar contra adversários que tentam agredir.

E que bom que este ótimo jogo aconteceu horas depois de outro jogaço na Premier League entre o Manchester City de Guardiola e o Liverpool de Jurgen Klopp. Também as propostas estavam claras na mesa: o City com a posse de bola, o Liverpool jogando nos contra-ataques.

As lições depois de Santos x Palmeiras são muitas: a primeira é a de que existem várias formas e se vencer uma partida. A segunda é a de que nem sempre um time que perde jogou mal. O Santos fez uma boa partida, mas seu rival foi melhor. Outro ensinamento: temos também no Brasil jogos bem jogados. Dentro de campo o clássico da Vila não deveu em nada ao badalado City x Liverpool. O ponto negativo foi o público muito baixo para um evento tão interessante.

Felipe Melo

O jogo teve muitos pontos a serem analisados. Mas muita gente preferiu dar destaque à declaração de Felipe Melo ao final, fazendo uma provocação ao Santos que levou pouca torcida à Vila. Tirando a falta de público em si, o que o bom jogador palmeirense falou é só uma provocação, que deveria estar abaixo de tudo o que aconteceu de interessante na partida.



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