A política está em campo no Trio de Ferro



A temporada vai começar oficialmente para o trio de ferro neste fim semana e nos três clubes questões além do jogo são mais um obstáculo a ser ultrapassado.

A política ferve no Corinthians, no Palmeiras e no São Paulo e a questão é saber o quanto ela vai interferir no desempenho dentro de campo.

O Corinthians anunciou, com um tom patético de sucesso na nota oficial, o fracasso na negociação com Drogba. O caso escancarou a fragilidade de uma diretoria acuada, sem apoio e que vê outros departamentos tomarem à frente em questões importantes (como a própria negociação com o marfinense).

O Palmeiras viveu nos últimos anos uma calmaria política raramente vista pelos lados do Allianz Parque. Que começou a ser quebrada com o fim do mandato de Paulo Nobre, o rompimento com seu sucessor, Maurício Galiotte, tudo por causa da ascensão política de Leila Pereira, da Crefisa.

No meio da semana, Leila promoveu um jantar de apoio a sua candidatura para o conselho deliberativo do clube. Apoiada por “entidades” como Mustafá Contursi e pela Mancha Verde, ela demonstrou mais uma vez que sua sede de poder não é pequena.

No São Paulo, a proximidade da eleição presidencial, programada para abril, já era motivo suficiente para deixar o clima quente. Mas ele esquentou ainda mais com o lançamento de José Eduardo Mesquita Pimenta como candidato de oposição. O pleito que caminhava para uma vitória de Leco, atual presidente, ganhou novos contornos.

No caso do Corinthians, o elenco dentro de campo não é ruim, embora tenha rendido pouco em 2016. Mas Jadson vem aí e ele pode ficar mais forte. O desafio será impedir que a fragilidade fora de campo atrapalhe o trabalho de um treinador ainda sem nome consagrado.

No Palmeiras, o elenco é forte e o dinheiro segue jorrando. Ou seja, o alicerce para uma boa temporada está aí. Mas os objetivos são grandes. Nada menos do que um título importante é exigido pela torcida. A impressão é que a política não entrará em campo, por enquanto.

Pelos lados do Morumbi, a oposição forte pode obrigar a situação a fazer contratações como forma de propaganda, sobretudo após a lucrativa venda de David Neres.

Nos três casos, a temporada começará quente nos bastidores.



  • J.H

    Mas a bem da verdade Rogério Ceni já mostrou melhoras em relação ao time do ano passado. Por exemplo, em 2016 perdeu de 4×1 para o Audax. Já neste ano foi 4×2. A venda de jogador do SPFC, compensa a falta de patrocinador há muito tempo. Nesse aspecto também está uma draga, essa que é a verdade.
    Agora, bola, mas bola mesmo, quem está jogando é o Santos do Dorival Jr. O Rogério vai encarar essa parada na Vila. Se levar outra goleada, crise politica vai ser fichinha.

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