Pato foi antes mesmo de ser



No dia 2 de agosto de 2007 o Internacional anunciou a despedida daquele que na época era considerado um dos maiores talentos já nascidos no Beira-Rio. Alexandre Pato, 17 anos, foi contratado pelo Milan.

Meses antes, a conversa no Sul era a de que o Internacional escondia o garoto nos treinos para que observadores internacionais não descobrissem a joia que o futebol brasileiro havia produzido.

Em 2010, logo após a campanha fracassada na Copa do Mundo da África do Sul, a revista “Placar” veio às bancas com uma reportagem que mostrava o quanto o Brasil estava despreparado para o mundial seguinte, que seria no país. Não havia ainda estádios construídos, não havia um time, mas havia uma certeza: tudo começaria com garotos como Pato e Ganso. Os dois, ainda bem jovens, apareciam sorridentes na capa vestindo a camisa amarela da Seleção.

No dia 3 de janeiro de 2013 o Corinthians assombrou o Brasil ao anunciar a repatriação de Alexandre Pato por R$ 40 milhões. O sonho do Timão de ser um dos maiores clubes do mundo ainda estava vivo no discurso do cartola Andrés Sanchez e no coração apaixonado dos torcedores.

No dia 30 de janeiro de 2017 surgiu a notícia de que Alexandre Pato deixou o espanhol Villareal para reforçar o Tianjin Quanjian da China por cifras milionárias.

Este foi provavelmente o fim da carreira europeia de uma das maiores promessas que o futebol brasileiro viu nos últimos anos. Na mesma medida em que vai resolver a situação financeira de várias gerações de sua família, Pato deixará uma eterna dúvida na cabeça dos torcedores: o garoto que encantou o Brasil aos 17 anos nunca foi o que se imaginava que seria porque foi mal avaliado ou porque questões além do talento pesaram?

Antes da aventura chinesa, a camisa menos pesada vestida por Pato foi a do Villareal. No Brasil, envergou três das maiores: Inter, Corinthians e São Paulo. A não ser no clube do sul, em que por pouco tempo pode espantar muita gente, nos outros clubes sempre foi irregular. O mesmo vale para a Seleção, em que teve inúmeras chances.

Pato vai para a China e será lembrado como aquele que foi antes mesmo de ser e que, no final, nunca foi.



  • J.H

    São Paulo pagou 8 mi de euros por Jadson, mais ou menos 30 milhões de reais e o entregou de graça ao Corinthians a troco de um empréstimo do Pato. Interessante que todo mundo fala do péssimo negócio do Corinthians, mas nenhum jornalista questionou o “negócio” do SPFC. Apenas se referem ao “retorno” que ele(Pato) deu ao SPFC em campo futebolisticamente. Quanto ao Corinthians, o retorno futebolístico do Jadson, pode ser conferido ao vivo, no memorial do clube, com a foto do craque carregando a Taça de Campeão Mundial no outro lado do oceano (o Timão e sua torcida atravessou viu Ceni?).
    Titulo aliás que arrebentou de vez com a carinha de escárnio dos eternos empenhados em desfazer o titulo de 2000. E não foi só essa taça que Jadson levantou não. E agora tem a chance de levantar outras para tristeza geral da nação (rival lógico) quando disser “Fico” (no Timão claro).

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