Depois da tragédia, voltamos ao normal



A tragédia da Chapecoense inundou o país de tristeza e se alguma coisa positiva poderia ser tirada desse mar de melancolia era que aprenderíamos com ela e nos tornaríamos mais tolerantes, menos violentos, mais solidários… De alguma forma evoluiríamos como sociedade.

O tempo foi passando (de forma assustadoramente rápida) e o assunto foi caindo no esquecimento. A não ser para quem está mais diretamente envolvido, a dor é menos dolorida, a tristeza vai sendo substituída por outros sentimentos relacionados a outros acontecimentos no mundo esportivo e geral.

O baixo público no amistoso da semana passada no amistoso entre Brasil e Colômbia já foi um indicativo de como a vida está voltando à sua normalidade. E a esperança de que dentro dos estádios haveria mais tolerância acabou na primeira rodada do Campeonato Gaúcho. Na partida entre Veranópolis e Internacional, torcidas rivais entraram em conflito.

A Chapecoense estreou no Catarinense e venceu o Inter de Lages por 2 a 1. E quem imaginava uma arquibancada tomada de torcedores na Arena Condá se decepcionou. O público não foi mais do que médio no campeonato que a diretoria do clube já decretou que será prioridade.

Na mesma medida que a emoção vai sendo apagada dos corações, ainda não se tem grandes avanços em outra frente: nas investigações sobre o acidente. Várias perguntas seguem sem resposta: qual a relação que a LaMia tinha/tem com a Conmebol? Por qual motivo foi a companhia contratada para o voo?

Os sinais são ainda pequenos, mas a cada um deles vai ficando claro que a tragédia está sendo esquecida pela maioria. Não que isso signifique que está superada por quem era próximo das vítimas. Muito pelo contrário.

Federer

O suíço venceu Rafael Nadal em uma batalha épica e conquistou o título do Australian Open no fim de semana. Que incrível não haver nem sequer um clima de animosidade entre vencedor e vencido antes nem depois do jogo. Neste aspecto, a civilidade de tenistas é algo para os fãs do futebol sentirem inveja. E não me venham falar que não é esporte. Apenas não é futebol.



  • J.H

    Em 1969 o Corinthians estava embalado no campeonato paulista. Nas partidas fora da capital a equipe conseguia pontos importantes e nos clássicos apresentava um resultado como há muito tempo não se via:
    – 02 de março: SÃO PAULO 2 x CORINTHIANS 4.
    – 16 de março: PORTUGUESA DE DESPORTOS 2 x CORINTHIANS 3.
    – 30 de março: CORINTHIANS 2 x PALMEIRAS 0.
    – 13 de abril: SANTOS 0 x CORINTHIANS 2.
    Mas naquela manhã cinzenta de 28 de abril de 1969 a cidade de São Paulo acordou com notícias, ainda um tanto confusas, sobre o acidente automobilístico que vitimou os dois craques do Corinthians, Lidu e Eduardo.
    A qualquer momento, chegariam as duas urnas funerárias diretamente do necrotério do Instituto Médico Legal, onde o presidente do Corinthians, Wadi Helou e o diretor Elmo Franchini, faziam a devida liberação da papelada e cuidavam dos detalhes referentes ao translado dos corpos para as cidades de origem após o velório, que seria realizado no próprio Parque São Jorge.
    Detalhe revelado em um site esportivo na época por um leitor, mostra como nesse aspecto pelo menos evoluímos um pouco: “”Com a morte de Lidu e Eduardo, o Corinthians perdeu duas peças importantes de seu time titular, então, a diretoria corintiana pediu à Federação Paulista de Futebol uma autorização especial para inscrever dois jogadores para substituí-los no decorrer do campeonato, que por sinal vinha muito bem na classificação. Todos os clubes concordaram, com uma única exceção: o Palmeiras””

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