R10 é como aposta na Mega-Sena



Todo fim de ano é a mesma coisa. A Mega-Sena da virada promete um prêmio bilionário e as filas pipocam nas casas lotéricas. Até os céticos (como eu) gastam um pouco seu tempo e algum trocado para fazer uma fezinha. No caminho até a boca do caixa os sonhos vêm à cabeça: vou passar um ano vendo grandes jogos de futebol pelo mundo e grandes shows de rock, vou ajudar meu amigo que está na pior, vou doar parte para uma instituição de caridade…

Existe um pouco de aposta na Mega-Sena quando um clube faz uma proposta para Ronaldinho Gaúcho como agora o Coritiba está fazendo. Há o sonho de que entrará em campo no mínimo o ótimo jogador que ajudou o Atlético Mineiro a conquistar a Libertadores em 2013, o que já seria um excelente prêmio. Mas há quem sonhe ainda mais, acreditando no fantástico R10 que brilhou por dois curtos anos no Barcelona. Aí seria como ganhar na Mega sozinho.

Desde seu último brilho em campo, justamente no Galo, Ronaldinho passeou pelo mundo mais como um globetrotter da bola do que como um jogador profissional. Problema dele. Mas vira problema do clube que o contrata se ele não corresponder em campo àquilo que se deseja (ou sonha).

A defesa para a empreitada é a de que a contratação de uma figura estelar e mundial será importante para a imagem do clube, que terá projeção internacional, o que é verdade. Uma questão de marketing. Camisas serão vendidas, haverá uma imensa festa no aeroporto na chegada, o estádio vai lotar na estreia, o plano de sócio-torcedor vai ganhar adeptos, jornais e sites do mundo todo vão noticiar.

Tudo isso é verdade. Mas também há um limite para que esta chama perdure, e ela só seguirá acesa se dentro de campo o jogador corresponder às expectativas criadas. Neste sentido, a passagem de Ronaldinho Gaúcho pelo Fluminense é exemplar: o futebol não apareceu e dois meses depois o jogador foi embora sem deixar saudade. É difícil até lembrar de uma imagem do jogador vestindo a camisa tricolor.

Uma caneta passeando sobre o cartão e escolhendo os números para serem marcados. A aventura Ronaldinho é isso. E quem disse que dá para resistir a fazer uma fezinha?



  • Girimundo Goldman Rockefeller

    Tirone, ontem vocês tentaram transformar o jogador gato que cometeu crime de falsidade ideológica em herói. Lamentável, se fosse um País sério ele estaria na cadeia.
    O João Carlos Albuquerque só faltou pedir para fazerem uma estátua para o rapaz.
    E o pior, enquanto a ESPN mostrava as mensagens dos telespectadores na parte de baixo da tela, com os telespectadores indignados e criticando, o João Carlos teve a cara de pau de dizer que os telespectadores estavam à favor do criminoso. Pensam que o telespectador é burro?
    Ficou claro que o rapaz é esperto, legítimo carioca 171, ele consegue vender até terreno na lua.
    Neste país criminoso sempre se dá bem.
    Vergonha ESPN!

  • Girimundo Goldman Rockefeller

    A Fifa tem que punir os clubes que colocam nos seus sites que foram campeões mundiais sem de fato terem sido.

    Isso é uma espécie de falsidade ideológica.

    Flamengo, Santos e Grêmio nunca foram campeões mundiais. São Paulo só tem um e diz que tem dois. Palmeiras é o caso mais escabroso, todos sabem que nunca ganhou mundial e diz que tem.

    Ontem a fifa emitiu um comunicado oficial dizendo que Mundial de Clubes só existe à partir de 2000, então esse clubes estão afrontando a entidade máxima do futebol.

    A CBF tem que se manifestar e denunciar esses clubes à Fifa.

    Toda punição ainda é pouca, brasileiro tem que aprender a respeitar as leis e as instituições..

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