O treinador invisível



A expectativa criada sobre a temporada do futebol brasileiro é a maior em muitos anos. Muitos foram às compras, nomes grandes têm sido especulados. Nem parece que o país e os clubes seguem em sua grande maioria endividados até o pescoço.

A chegada de treinadores jovens, com ideias modernas, é um dos motivos de empolgação. Rogério Ceni, Roger Machado, Fabio Carille, Eduardo Baptista… todos estão colocados no pote das novidades, embora alguns já tenham uma carreira em curso e outros estejam começando.

Mas se você reparar bem, há um nome entre os quatro citados acima que tem sido tratado de maneira um pouco diferente do restante. Enquanto havia uma expectativa enorme pela estreia de Rogério Ceni no São Paulo, Roger Machado no Galo e até na reestreia de Fabio Carille no Corinthians, Eduardo Baptista tem ficado longe dos holofotes.

Uma possível explicação para isso na comparação entre os times paulistas é que Corinthians e, principalmente o São Paulo, têm pouco a apresentar de novidade além de seus treinadores. Ceni é a principal e talvez única esperança de que o Tricolor tenha um ano minimamente mais digno do que foi 2016. E Carille carrega o sonho do corintiano de que as ideias de Tite reapareçam em campo.

No caso de Roger Machado, imagina-se que o bom elenco do Galo somado à capacidade do treinador resultem em um grande time.

Já Eduardo Baptista no Palmeiras é como um apêndice de um grupo fortíssimo. Nas suas mãos está a missão de fazer o elenco mais recheado do futebol brasileiro jogar bola. Menos do que Cuca entregou em 2016 não se aceita. Eduardo tem sido olhado em alguns momentos até com alguma dúvida se conseguirá domar um grupo numeroso e forte de jogadores. Sempre vem à lembrança seu fracasso no clube de maior camisa que dirigiu, o Fluminense.

Este olhar é nocivo para o treinador e ruim para seu trabalho. Nenhum técnico começou a carreira já no auge. Antes de chegar ao Palmeiras em 1993, o currículo de Luxemburgo mostrava um título de campeão paulista com o Bragantino em 1990. Ele virou o Luxemburgo consagrado após o sucesso no Verdão.

Hoje Eduardo Baptista aparecerá, no amistoso do Palmeiras contra a Chapecoense. E finalmente as primeiras impressões aparecerão.



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